sábado, 21 de abril de 2012

Jesus, Sua Vida e Sua Obra

 
Escrito por Ministério Apostólico
Jesus não disse que veio trazer uma verdade. Ele disse "Eu sou a verdade". Jesus não veio trazer simplesmente uma religião, nem uma filosofia, nem um conjunto de regras como código de conduta. Jesus veio trazer Ele mesmo. Ele é a ressurreição e a vida. Para receber esta vida temos que conhecê-lo devemos saber quem Ele é, de onde veio, o que Ele falou, o que Ele fez, onde Ele está, etc.
"Aquele que diz que está em Cristo, deve andar como Ele andou", como andaremos como Jesus andou, se não soubermos como foi a vida e a obra de Jesus?

"Eu sou o caminho , a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", João 14:6, Jesus é o único que nos leva ao Pai. Por isso devemos conhecê-lo e saber o que ele fez por nós. Esta proclamação que o evangelho faz da pessoa de Jesus, visa trazer fé aos nossos corações.

1) Jesus Existia Antes de Todas as Coisas

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez." Jo 1:1-3

Muitos pensam que Jesus é um ser que nasceu em Belém da Judéia. Mas isso não é verdade. Todos nós começamos a nossa vida quando somos gerados no ventre de nossas mães, antes não existíamos. Mas não foi assim com Jesus. Ele existia muito antes de nascer em Belém. Não como homem, mas como o Verbo de Deus. O Verbo nunca foi criado, Ele era Deus e sempre existiu. Foi ele quem criou todas as coisas.

Cl 1:15-17
"O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas."

Grandioso é Jesus ! ( Ver também Hb 1:1-3 )

2) Tornou-se Homem

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." Jo1:14

"O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." Fp2:6-8

Que tremenda é esta verdade! O Verbo Eterno, criador de todas as coisas, se esvaziou de sua glória e assumiu a forma de homem.

Imagine um homem se transformando num verme. Isto ainda seria pouco para comparar com o que aconteceu a Cristo, porque o homem é criatura e o verme também. Mas quando o Verbo se fez carne foi algo muito mais tremendo! Foi o próprio criador assumindo a forma de uma de suas criaturas. A humilhação de Jesus não começou na cruz, mas sim em Belém, quando tomou a forma de um simples homem.

Nunca é demais salientar que nossa fé é no Deus-homem Jesus Cristo, .Quando o Verbo se fez carne Ele se esvaziou de sua glória de Deus (Jo 17:5), isto é, Ele se esvaziou dos atributos (qualidades e capacidades) de Deus, mas nunca deixou de ser a Pessoa do Verbo. Ele continuou sendo o Verbo, mas agora em carne humana esvaziado de sua glória, mas não totalmente. Ele tinha em sua humanidade toda glória possível da verdade e da graça de Deus (Jo1:14). Isto é um mistério.

Maravilhoso é Jesus ! ( Leia também 1Jo 4:2-3 1Tm 3:16 Rm 8:3 )

3) Teve uma Vida Perfeita e Irrepreensível

"Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" I Pe2:22

Primeiro Jesus se esvaziou tornando-se homem. Depois, como homem, continuou se esvaziando. De que forma? Não fazendo nunca a sua própria vontade.

O texto de Fp 2:6-8 diz: " ... se humilhou, sendo obediente até a morte... ". Qual foi o pecado de Adão ? Fez sua própria vontade. Agora, Jesus, o ultimo Adão (I Co 15:45) veio para fazer sempre a vontade do Pai ( Jo 4:34 ; 8:29 ). Por isso as Escrituras dizem que Ele nunca cometeu pecado. Porque nunca fez a sua própria vontade.

O diabo tentou Jesus desde o princípio para que Ele fizesse a sua própria vontade, mas Jesus sempre permaneceu obediente ao Pai até a morte e morte de cruz.

Santo é Jesus ! ( Leia também Hb 4:15; 7:26 I Jo 3:5 )

4) Fez uma Obra Tremenda e Grandiosa

"Concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele." At 10:38

Na vida de Jesus não admiramos somente a sua santidade, mas também o poder que se manifestou no seu ministério. Ele fez muitos milagres prodígios e sinais At2:22. Ele curou enfermos, deu a vista aos cegos, ressuscitou mortos, andou sobre as águas, multiplicou alimentos, pregou às multidões, fez discípulos e ensinou-lhes a agradar o pai.

Com que poder Ele fez isto? Ele não fez nada como Deus, pois havia se esvaziado da forma de Deus e vivia como homem. Portanto ele precisava do poder do Espírito Santo para fazer a obra de Deus. Por isso o Pai se alegrou tanto no seu batismo, porque naquele momento veio sobre Ele o Espírito Santo (Mt 3:13-17).

Tudo que Jesus fez foi pelo poder do Espírito Santo de Deus.

Era novamente um esvaziamento de Jesus, assumindo as limitações de homem e a sua necessidade do Espírito Santo para cumprir o seu Ministério.

Tremendo é Jesus ! ( Leia também Jo 20:30-31 )

5) Morreu Pelos Nossos Pecados

"Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." 2Co5:21

"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidade; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós." Is 53:5-6

Todas as pessoas falam e até mesmo os incrédulos sabem que Jesus morreu pelos nossos pecados. Mas não teremos revelação espiritual enquanto não soubermos por que foi necessária esta morte. Por que Deus exigiu a morte de seu único filho?

Para conhecermos o amor de deus é necessário conhecer também sua santidade e justiça. Deus é perfeitamente santo e perfeitamente justo. Não pode suportar nem mesmo aquilo que para nós seria um "pequeno erro". Sua santidade se ofende com qualquer forma de pecado e sua justiça exige punição (Rm1:18 ). Assim é Deus.

Se a exigência é assim tão grande, e se só um homem totalmente perfeito pode agradar a Deus, então quem poderá agradá-lo? Será que existe alguém que preenche tais condições? A resposta clara da Escritura é NÃO.

"Não há justo, nem sequer um ..." (Rm 3:10)

"Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus"  (Rm 5:23).

E qual a conseqüência disto?
"...o salário do pecado é a morte ... " (Rm 6:63).

Esta é a morte eterna, o castigo eterno. Quem está sujeito a este castigo ? Toda a raça humana.

Quando o Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo, então entendemos como estamos mal diante de Deus e como é grande a nossa dívida para com Ele. Conhecemos a nossa culpa e perdemos a paz. Só então começamos a compreender porque Jesus morreu. Ele morreu para satisfazer a justiça de Deus e aplacar a sua ira. Nós merecemos ser castigados pelos nossos pecados, mas Jesus aceitou ser castigado em nosso lugar. Assim Deus satisfez sua justiça. Por isso Isaías diz que ". . . O Senhor agradou moê-lo" (Is 53:10)

Se nós somos culpados diante de Deus, como podemos ter paz com Ele? Só temos quando entendemos que Jesus pagou o nosso castigo: " . . . o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele " ( Is 53:6 ) . Jesus pagou a nossa dívida. ALELUIA !!!

Vejamos abaixo um quadro completo do significado amplo da morte de Jesus:

Conseqüências do Pecado
A morte de Jesus como solução
1) O homem ofendeu a santidade de Deus e provocou a sua ira. (Rm1:18)
1) A morte de Jesus foi propiciatória (Rm3:25 Hb2:17 IJo2:2 IJo4:10), ou seja satisfez a justiça de Deus. ( Não significa que a justiça de Deus foi eliminada, mas sim satisfeita )
2) Por causa disso o homem está condenado ao castigo eterno. (Rm6:23)
2) A morte de Jesus foi um sacrifício (Ef3:24 Ef 1:7). Isto quer dizer que sua morte foi substitutiva, Ele morreu por nós. (IPe2:24;3:18) . Foi uma troca, o justo pelos injustos. Significa que o nosso castigo já foi pago.
3) O homem também se tornou escravo de Satanás e do pecado. (Ef2:2-3)
3) A morte de Jesus foi redentora (Rm3:24 Ef1:7). Isto significa que Ele nos resgatou (Gl 3:13). Ele que não era escravo de Satanás, foi até o "mercado de escravos" e nos livrou (Hb2:14-15) , nos comprou pagando o preço do resgate: Seu precioso sangue. ( At 20:28 Ap 5:9 ).
4) O homem perdeu a comunhão com Deus e nâo pode mais se relacionar com Ele. (Is 59:2)
4) A morte de Jesus foi reconciliadora (IICo 5:18-21) Cl1:21-22). Reconciliar quer dizer " fazer a paz". Quer dizer que afastadas as barreiras o homem pode novamente estabelecer relações com Deus. Como já houve propiciação, sacrifício, e redenção, agora Deus reaproxima o homem d'Ele e faz com que ele goze novamente de sua amizade.


Existe um outro aspecto da morte de Jesus: O fato de que fomos incluídos na sua morte. ( Isto é tratado no assunto Batismo ).

Amado é Jesus !

6) Ressuscitou

"Ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela." At 2:24

Se a morte de Jesus está coberta de glória, quanto mais a sua ressurreição! As Escrituras nos mostram vários aspectos da ressurreição e seu amplo significado. Vamos ver os principais:
a) A ressurreição de Jesus é a sua vitória sobre a morte.
( I Co 15:54-57 )

O que é a morte ? A morte não é deixar de existir. A morte física ocorre quando o espírito e a alma deixam o corpo. Quando se quebra a unidade entre o espírito, a alma e o corpo então acontece a morte física.

Para vencer a morte, Jesus precisava de uma ressurreição física, ressurreição do corpo. Um corpo de carne e osso e não um espírito (Lc 24:39-40). Para provar isso Jesus comeu na presença dos discípulos ( Lc 20:20;24-27). Entretanto era um corpo transformado. Não estava preso a espaço nem ao tempo. Podia aparecer e desaparecer. ( Lc 24:31 Jo20:19;26).

Com a ressurreição física Jesus passou a ter novamente a unidade entre seu corpo , alma e espírito. Desta maneira Ele venceu a morte. ( ICo 15:54 )
b) A ressurreição é que produz a fé no Senhor.
( Rm 10:9 )

A fé dos discípulos "entrou em parafuso" depois da morte de Jesus ( Jo 20:19;25 Lc 24:21-22 ). Esta fé foi restabelecida quando Jesus ressurreto apareceu aos discípulos (Jo 20:8;20). Sem a ressurreição física, quem creria no crucificado? Mas pela sua ressurreição ele foi comprovado como Filho de Deus ( Rm 1:4 At 13:33 ) e como juiz universal ( At 17:31)
c) A ressurreição de Cristo é o fundamento de nossa união com Ele.
A nossa fé em Jesus não é um simples pensamento de nossa mente, nem é uma mera aceitação mental das coisas que ouvimos sobre Ele. Nossa fé Nele é poderosa porque nos une a Ele. Toda a nossa vida é " em Cristo" (Paulo usa esta expressão 164 vezes). O pecador só pode ser abençoado pela obra de Cristo quando é unido a Ele.

Entretanto nós somos homens, e a igreja, apesar de ser um organismo celestial, é um organismo humano. Para que Jesus se tornasse o cabeça deste organismo humano era necessário ser homem para sempre. Por isso necessitava de um corpo humano. Sem a ressurreição do corpo, Cristo teria deixado de ser humano. Pela ressurreição física o Senhor tornou-se homem eternamente, com um corpo transfigurado e glorificado. Ele agora é o "homem do céu" ( I Co 15:47 ) é o Filho do Homem que está no meio dos candeeiros ( Ap 1:13 ) , é o cabeça de uma nova raça ( Ef 1:22-23 ).

A ressurreição de Cristo é, portanto, aquilo que faz a grande diferença entre a fé cistã e a religião dos homens. Homens como Buda, Maomé, Alan Kardek e outros, fundaram suas religiões. Mas onde estão hoje? Estão mortos. Isto prova que não venceram o salário no pecado. Os seguidores destes homens não tem nada mais do que um livro de regras e doutrinas. Eles estão sós. Se este livro não salvou seus escritores, muito menos salvará seus seguidores. Mas nós não temos uma religião, um livro de regras e doutrinas morto e sem poder. Temos uma pessoa viva que vive em nós e nós Nele. Esta é a esperança da glória (Cl 1:27)
d) A Ressurreição de Jesus é a base de nossa ressurreição.
A ressurreição do corpo só é possível pela ressurreição do Senhor Jesus. Pela sua ressurreição ele glorificou e transfigurou a humanidade Nele. Ele é "as primícias" ( I Co 15:20;23 Cl 1:18 ). Sua vitória sobre a morte garante a nossa própria ressurreição ( Rm 8:11 ITs 4:14 ). Seu corpo de glória é o padrão dos nossos futuros corpos (Fp3:20-21 ICo 15:48:49) .

Glorioso é Jesus !

7) Foi Exaltado

"Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." Fp 2:9-11

Que verdade gloriosa ! Como gostamos de ler falar, repetir e até cantar esta palavra !

Os homens do tempo de Jesus, inclusive os sacerdotes, o julgaram como criminoso e o desprezaram. Mas Deus tinha um julgamento totalmente oposto ao dos homens.

Que dia tremendo foi aquele quando Pedro se levantou e disse: "Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo".

Há entretanto uma verdade que deve ser lembrada e bem aclarada: Antes de vir ao mundo, o Verbo tinha toda a glória de Deus; era Deus e não um homem. Agora pois o Verbo encarnado em Jesus, depois do sofrimento da crucificação e da ressurreição física, é recebido nos céus como homem. Como homem Ele é exaltado. Como homem Ele se assenta a direita de Deus Pai e recebe um nome acima de todo nome.

ALELUIA! Há um homem sentado no trono do universo ! Jesus, o Filho do Homem, o cabeça de uma raça redimida.

No entanto, nunca esqueçamos do mistério ( I Tm 3:16 ). Jesus é nosso Deus-homem. Ao ser exaltado ele recebeu de volta toda a glória como Deus ( Jo 17:5 ). Ele tem toda a divindade ( Cl 2:9 ). Ele tinha afirmado que somente Deus poderia ser adorado e cultuado ( Mt 4:10 ), entretanto Ele aceitou essa adoração ( Mt 14:33;15:9 Jo 20:28 Hb 1:6 Ap 5:8-14 ).

Ele é onipresente, está em todo lugar ( Mt 18:20;28:20 ); é onisciente, sabe todas as coisas ( Jo 21:17 Cl 2:2-3 ); é onipotente, trem todo o poder (Ap 1:18). Ele é Deus ( Tt 2:13 Rm 9:5 Cl 2:2 IJo 5;20 ).

Que coisa incompreensíveis acontecem neste grandioso mundo desconhecido que chamamos céu! Nossa mente não pode imaginar que coisas tremendas acontecem do outro lado do véu. Mas basta que a igreja compreenda uma coisa: tudo o que se opera ali, é feito pela autoridade de seu Senhor e nada se faz sem a sua iniciativa.

Majestoso é Jesus ! ( Leia também At 2:33-36 )

8) Voltará !

"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória." Mt 24:30

Que bendita esperança! o Senhor glorificado virá e se mostrará ao mundo. Este será sem dúvida o dia mais tremendo que esta terra terá conhecido. Para muitos será um dia de terror e lamentação. Para nós, porém, será um dia de júbilo e alegria incomparável.

O que a bíblia ensina sobre este dia? O Assunto é tão amplo e com tantas implicações, que alguns textos são motivo de discussão, e dão origem a interpretações diferentes. A maior parte do ensino, entretanto, se refere a coisas claras e indiscutíveis. São estes textos claros e sem discussão que queremos apresentar aqui.

Leia cada texto com atenção e alegre-se no Senhor.
a) A vinda do Senhor foi predita ( profetizada )
· Pelos profetas ( Zc 14:3-5 )
· Por João Batista ( Lc3:3-6 )
· Por Jesus Cristo ( Jo 14:2-3 )
· Pelos anjos ( At 1:11 )
· Pelos apóstolos ( Tg 5:7 I Pe 1:7;13 ITs 4:13-18 )
b) A vinda do Senhor será:
· Pessoal ( e corporal ) ( Jo 14:3 At 1:10-11 )
· Visível ( Ap 1:7 IJo 3:2-3 )
· Literal ( real ) ( ITs 4:16 )
· Repentina ( de surpresa ) ( Mt 24:42-44 ITs 5:1-3 )
c) O Senhor virá para:
· Ressuscitar os mortos em Cristo ( ITs 4:16 ICo 15:22-23 )
· Transformar os vivos a imortalidade ( ICo 15:51-53 )
· Arrebatá-los para encontrá-lo nos ares ( ITs 4:17 )
· Julgar e recompensar os santos ( II Co 5:10 ICo 3:12-15 )
· Casar com a noiva ( Ap 19:7-9;21:2 )
· Destruir o anti-cristo ( IITs 2:8 )
· Julgar as nações ( Mt 25:31-33 )
· Julgar a todos ( IITm 4:1 )
· Acorrentar Satanás por mil anos ( Ap 20:2-3 )
· Estabelecer seu reino milenar. ( Ap 20:4-6 )

"Certamente venho sem demora. Amém. Vem Senhor Jesus."
Ap 22:20

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

A EDIFICAÇÃO DA IGREJA

 
Escrito por Jorge Himitian
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O plano de Deus é edificar a Igreja; isso é o que Deus se propôs. Interessa a todo arquiteto que seu projeto se realize exatamente conforme foi projetado. E isso é o que o Senhor quer. Mas como se edifica a Igreja? Eu quero destacar seis coisas que Paulo mostra de maneira direta ou indireta em sua 1a. epístola a Timóteo.

O Amor

A primeira coisa que Paulo mostra a Timóteo é que a Igreja se edifica pelo amor. “Pois o propósito deste mandamento é o amor nascido de coração limpo, e de boa consciência, e de fé não fingida” (1Tm1:5).  Paulo está dizendo: “Timóteo, cuidado com todas as palavras e os ensinos que geram disputas e não realizam o plano de Deus; não é a edificação de Deus”. Também foi Paulo quem disse: “o conhecimento envaidece, mas o amor edifica” (1Co8:1). É importante que tenhamos conhecimento e que possamos transmitir, mas somente o conhecimento, pode nos envaidecer. Paulo não está defendendo a ignorância, está defendendo o amor. O amor edifica. E se ao amor agregarmos conhecimento, Maravilhoso! Mas o importante aqui é o amor. Em Efésios 4 Paulo diz: “todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função”
A Igreja se edifica em amor. Irmãos, podemos ter grandes revelações, podemos ter tal fé que transporte montes, podemos conhecer todos os mistérios e ter todos os dons e carismas, mas sem amor, de que nos serve? Seremos como o metal que ressoa ou o címbalo que retine. Nada pode suplantar o amor. Deus é amor, e onde há amor Deus está, e no meio da fraternidade edifica a Igreja. Se tu queres contribuir para a realização do plano de Deus, ama a teus irmãos! O amor edifica. A Igreja vai se edificando em amor.
O que é edificar? Além do conceito da edificação individual, edificar significa unir pedra com pedra. Alguém pega uma pedra, lhe põe argamassa e a une a outra pedra. Edificar é unir pedra com pedra, e assim vai se levantando a parede. E disse o apóstolo Paulo: “Qual é o vínculo perfeito que vos une? O amor!”. Assim, quando estamos amando-nos, a Igreja está se edificando. Não é por muitas e eloqüentes palavras. A palavra tem seu lugar, com já veremos, mas primeiro vem o amor.
Agora, irmãos, o amor é fruto do Espírito. Esta palavra “amor”, vocês já sabem, é ágape, que é amor de Deus. É um amor que pensa no bem do outro, que se sacrifica para o bem do outro, que se entrega, que procura de todas as maneiras servir, abençoar. Isso é o que Deus fez conosco. Esse ágape, disse Paulo, “foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo”. Deus é amor. O espírito Santo é Deus morando em nós. E como Deus é amor, o Espírito Santo é amor. Ele derrama este amor em nossos corações, e este amor flui, nasce, brota, de um coração limpo. “O propósito deste mandamento é o amor nascido de coração limpo”, disse Paulo, “de boa consciência, e de fé não fingida”.
Jesus disse, falando do Espírito Santo: “o que bebe da água que eu lhe der, se fará nele uma fonte que jorra para a vida eterna”. Também disse: “Quem crê em mim, do seu interior fluirão rios de água viva”.E Paulo disse que é o amor nascido de um coração limpo. Este é o Espírito Santo morando em nós, a vida de Deus fluindo para os irmãos, para os novos, para os antigos, para todos. Este é o amor do Senhor.
Quando pecamos, o Espírito se entristece em nós. Ele é muito sensível e deixa de fluir. Se apaga. Por isso diz: “o amor nascido de coração limpo”. É importante manter o coração limpo. E diz também “de boa consciência”. O que é uma boa consciência? É esse conhecimento que temos de nós mesmos. Quando pecamos, o Espírito se entristece, se apaga. Nossa consciência, se é boa, quer dizer, se funciona bem, nos chama a atenção. Quando pecamos, acende-se uma luz vermelha em nosso interior. É como o apito do árbitro que soa em uma partida. É importante que obedeçamos a nossa consciência. Quando ela nos diz: “o que fizeste é errado, o Espírito se entristeceu dentro de ti”, precisamos obedece-la.
Não somos perfeitos, todos pecamos. Muitas vezes pecamos com palavras. A própria palavra do Senhor nos insta a não pecar, mas se pecamos, indica qual é o caminho para limpar nosso coração. Se pecamos, ofendemos, lastimamos, mentimos, roubamos, ou fizemos qualquer coisa que desagrada a Deus. Necessitamos obedecer nossa consciência, obedecer também a Deus e confessar nosso pecado. Se não obedecemos, a consciência segue dizendo-nos: “O que fizeste está errado”. Mas se endurecermos o coração ao chamado da consciência, vamos ficando insensíveis.
Parece que quando pecamos, a consciência atua mais forte, e se não a atendemos, vai suavizando, até que pode chegar o momento em que já é uma coisa muito leve que acontece conosco. Temos que tomar o cuidado de não rejeitar o trabalho da nossa consciência.
Veja o que disse Paulo a Timóteo nos v18 a 20: “Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé. Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”. Este quadro é tremendo. O que é que eles rejeitaram? Himeneu e Alexandre parece que pecaram, e suas consciências eram boas. Ela os advertiu uma e outra vez, mas eles a rejeitaram, e ao rejeitarem a consciência, naufragaram na fé.
Assim é quando pecamos: a consciência nos adverte, e nós a rejeitamos. E seguimos pregando, seguimos cantando, seguimos orando. Parece que tudo segue igual, nada muda. Mas de um momento a outro, o que acontece com esse bote? Quando o peso da água já é suficiente, em um instante o bote afunda.
É importante ter esta prática em nossa vida: obedecer à voz da consciência, obedecer ao Senhor em Sua Palavra, confessar nossos pecados. Se você ofendeu sua esposa, seu marido, se disse alguma mentira a algum irmão, a seu patrão, ou a algum empregado, se cometeu algum pecado sexual em segredo, se viste na televisão ou na Internet alguma coisa indecente – e hoje há muita – sua consciência foi manchada, sua consciência o incomoda, você fez o que não devia, olhou o que não devia olhar. Deus não o condena, guia-o ao arrependimento.
Confesse seu pecado as pessoas envolvidas, e a um dos irmãos. “confessai vossas faltas uns aos outro,e orai uns pelos outros para serem curados”. Este amor é o que edifica a Igreja, e este amor nasce de um coração limpo, de uma boa consciência e de uma fé não fingida. Dessas coisas desviando-se alguns apartaram-se a palavras vãs, mas no coração não estão crendo no que dizem.
O amor é de Deus, não é obra nossa. É Cristo em nós. Necessitamos viver no Espírito 24 horas por dia, pra que o Espírito flua em nós e este amor edifique a Igreja.

A Oração

A segunda coisa que Paulo ensina aqui que edifica a Igreja, e não só a Igreja, mas que necessitamos também em nossa responsabilidade ante o mundo, está no capítulo 2: “Exorto-vos antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens” e segue falando como devemos orar pelos reis, pelas autoridades. No versículo 8 ele diz: “quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões”. Irmãos, a Igreja se edifica pela oração. O que é a oração? É o testemunho mais eloqüente de nossa incapacidade e debilidade.
Por que oramos? Nós não podemos edificar a Igreja, não podemos sequer converter um menino de oito anos, nem podemos transformar o pecador. Não podemos dar crescimento; podemos plantar e regar, mas não podemos dar crescimento. Podemos pregar, mas não podemos dar espírito de sabedoria e revelação. É obra de Deus.
A edificação da Igreja é obra de Deus, não é obra humana. E nós temos que orar como testemunho de humildade e incapacidade. “Senhor eu não posso. O único que pode edificar, o único que pode mudar, transformar, visitar, abençoar, revelar, dar dons, és tu!”. Nos prostramos diante Dele para dizer: “Senhor, se tu não fizeres, ninguém pode fazer”. Temos que orar com súplicas, petições e ações de graças.
Irmãos, para que a Igreja seja a Igreja que Deus planejou desde antes da fundação do mundo, necessitamos orar a sós, a dois, em grupos pequenos, com toda a congregação, e em todo lugar. Paulo disse: “quero que os homens orem em todo lugar”. Irmão, quando comes, oras; quando diriges, oras; quando  trabalhas, oras; quando vais,  quando vens, quando caminhas, quando dormes... Em todo tempo podes estar orando, ao deitar-te ao levantar-te. A Igreja se edifica pela oração.

O Exemplo

Terceira coisa. Ao ler está epístola encontro algo muito importante: A Igreja se edifica pelo exemplo, pelo bom exemplo. Jesus era exemplo em tudo aquilo que ensinava. Ele podia dizer a seus discípulo: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Amados, a Igreja se edifica pelo exemplo.
No capítulo 3, Paulo diz a Timóteo: “Se alguém deseja ser bispo http://, deseja uma nobre função. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, moderado, sensato, respeitável, hospitaleiro e apto para ensinar..." em outras palavras, em resumo: que seja um exemplo na Igreja. É o que Pedro disse em sua primeira epístola, no capítulo 5. A Igreja se edifica por modelos. Nós que estamos a frente, e todos que temos alguma responsabilidade, e todos que temos que ensinar a outros. A forma de edificar a Igreja é através do exemplo.
Por que? Porque as pessoas não vão seguir seu ensino, vão seguir seu exemplo. Você pode, no início, impressionar bem aos novos com seu ensino e pregação, mas com o tempo vão seguir seu exemplo. Assim, Paulo nos diz como tem que ser os anciãos ou bispos, como tem que ser os diáconos, como tem que ser a mulheres, e finalmente diz a Timoteo: “Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”. Timóteo, sim, tens que ensinar; sim, tens que instruir, mas é fundamental que seja um exemplo. A Igreja se edifica pelo exemplo.
Vejam, irmãos, estive estudando esta carta, e encontro muitas virtudes de caráter que se mencionam aqui. Virtudes de caráter. O que é caráter? É o que nós somos, nossa forma de ser. Não é tão importante o que fazemos, mas sim o que somos, como somos e atuamos. Nestes 6 capítulos são mencionadas cerca de 60 virtudes de caráter. Desafio você a encontra-las e estuda-las. Só quando se fala de bispos e diáconos, há um montão de virtudes de caráter, e a Timóteo fala várias outras. Não temos tempo para entrar em detalhes, mas em essência, Paulo está afirmando este princípio: A Igreja se edifica primeiro pelo amor, segundo, pela oração, terceiro, pelo exemplo.
Que equivocadamente nos têm ensinado: “Não tem que olhar para os homens, tem que olhar para Cristo”. E quanto de nós, pastores, dissemos nos anos de nossa ignorância ministerial: “Não olhe para mim, olhe para Cristo”. Paulo não dizia isso. O que ele dizia? “Sejam meus imitadores como eu sou de Cristo”. Se você critica os  irmãos ausentes, os novos vão aprender a criticar, se você critica quem não está presente, seus filhos vão fazer o mesmo. Se você reclama, os que estão próximos a você vão aprender a reclamar. Se fala palavras de esperança, de fé, de ânimo, de vitória... Ensina com o exemplo. Como nós somos, assim serão as gerações que virão.
Paulo diz a Timóteo: “Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso”, falando do amor ao dinheiro, que é a raiz de todos os males, “e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão”. Se você é egoísta, os que virão serão egoístas; se você é avarento, isso se imporá sobre a Igreja. Se você é generoso, dadivoso, serviçal, os que te seguem vão aprender a ser assim também. Os que vêm do mundo estão olhando e observando, e necessitam referência. A Igreja se edifica pelo exemplo. “Seja exemplo para os crentes”. Em que? Em tudo! Em palavra, em conduta, em amor, em espírito, em fé, em pureza. Tudo que quiser ver nos outros, seja exemplo do que você entende que deve ser a Igreja.

A Palavra

A Igreja se edifica pelo amor; segundo, pela oração; terceiro, pelo exemplo, e finalmente chegamos onde queríamos chegar: a Palavra. Mas se há palavra e não há amor, oração, exemplo; estamos desperdiçando a palavra. Então, o que é importante é o que dissemos até aqui: o amor que nasce de um coração puro, a oração e o exemplo. Agora prossigamos para a Palavra.
Paulo, vez após vez, fala aqui da santa doutrina. E no capítulo 4 diz: “Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da fé e da boa doutrina que tem seguido. Rejeite, porém, as fábulas profanas e tolas, e exercite-se na piedade...esta é uma palavra fiel e digna de plena aceitação...ordene e ensine estas coisas... dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino. Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros...atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem”.
A Palavra de Deus chega a nós de duas maneiras: Jesus pregava e ensinava. Também curava os enfermos, mas quanto à palavra, é dito várias vezes: “Jesus pregava e ensinava”. As duas coisas são necessárias. Vou explicar assim: a palavra de Deus chega a nós de dois modos diferentes: como verdade e como mandamento. Por exemplo, se eu digo “Cristo morreu por nossos pecados”. O que é isso? Verdade ou mandamento? Verdade! Se eu digo “Ama a teu próximo como a ti mesmo”, é um mandamento.
Nas Escrituras, a soma de todas as verdades, se chama kerigma em grego. E a soma de todos os mandamentos se chama didaké. A palavra didaké está traduzida por doutrina ou ensino. A palavra kerigma está traduzida por pregação. E Paulo diz no capítulo 2 v7 que o Senhor o constituiu “pregador e apóstolo, digo a verdade, não minto, mestre da verdadeira fé entre os gentios”. Apostolo significa enviado; pregador vem de kerigma. Em grego ao pregador se diz kerus, e ao mestre didaskalos, que vem de didaké.
O kerigma é a proclamação da verdade, que revela a pessoa de Cristo e a obra de Cristo. A verdade afirma, o tom é afirmativo. O mandamento por sua vez tem tom imperativo, dá ordens, revelando a vontade de Deus. Portanto, o kerigma proclama e revela a Cristo, sua pessoa e sua obra, a didaké revela a vontade de Deus para nós.
Para sua edificação a Igreja necessita destas duas coisas. O kerigma revelando a Cristo, e a didaké revelando a vontade de Cristo para nós. Quando alguém proclama o kerígma, o kerigma exige fé. O mandamento exige obediência.
A didaké é simples, é clara, direta. Todos a entendem. Toca todas as áreas da vida: família, trabalho, sexo, dinheiro, adoração, serviço, relacionamento com as pessoas, relacionamento com Deus. A didaké equivale à parte moral da lei, é equivalente aos Dez Mandamentos, porém mais aprofundados. O objetivo da didaké é fazermos como Cristo; por isso sempre diz: “como Cristo”, ou “como eu amei a vós”, “maridos, amem suas esposas... como Cristo amou a Igreja”.
Tanto didaké como kerigma são palavra de Deus e revelam a vontade de Deus para todos nós. Seu conteúdo não se impõe pela lógica ou raciocínio, mas pela autoridade de Jesus. “Se teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer”, é um mandamento. Obedecemos. Ele é o Senhor.
Necessitamos conhecer a didaké e encarná-la em nossas vidas, vive-la, e divulga-la. E, irmãos, o mais maravilhoso é que a didaké não é uma coisa interminável. A didaké é relativamente breve. Em Mateus 5, 6 e 7, três capítulos, está a didaké de Jesus. E se quisermos completá-la um pouco mais, podemos agregar Efésios 4, 5 e 6. Temos assim, 80% de toda didaké do Novo Testamento. É uma coisa simples, mas profunda, que comunica a vontade de Deus! E se quisermos completar um pouco mais e chegar a 90% da didaké, podemos agregar Romanos 12, 13, 13, 15 e 16. Temos então dez capítulos do Novo Testamento e quase toda a didaké está contida aí, mandamentos que revelam a vontade de Deus.
Mas não podemos somente dar a didaké, temos que dar o kerigma. Não podemos dar somente o kerigma, temos que dar também a didaké. Estas duas coisas têm que caminhar juntas para edificar a Igreja. Só com o kerigma, nos inflamamos, nos entusiasmamos. Somos abençoados no momento, mas fica tudo ali, na glória do momento, na inspiração do kerigma. Mas temos que descer do kerigma para a didaké, para a vida prática. No kerigma há dynamis, há poder de Deus para nós. Na didaké está a vontade de Deus para nossa vida prática e cotidiana. Assim se edifica a Igreja
Para dar um exemplo, muitas vezes comparamos o kerigma com a locomotiva de um trem, e a didaké com os vagões. É muito difícil puxar os vagões sem uma locomotiva. Mas, para que serve a locomotiva, se não para levar os vagões? O importante é que os vagões cheguem ao destino. E assim, os mandamentos de Deus sem a locomotiva que é o kerigma podem ficar muito pesados, muito incômodos, difíceis e impossíveis de cumprir. Mas Deus mandou seu Filho. Bendito seja o Senhor! “É Cristo és vós... já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em  mim”.
A didaké diz que você tem que abençoar os que lhe maldizem, perdoar os que lhe ofendem. Essa é a didaké, o mandamento.E o kerigma diz: “já não sou eu quem vive, mas cristo vive em mim”. Então, como vou obedecer o mandamento? Através de Cristo que vive em mim. A didaké sem o kerigma seria uma coisa muito pesado, difícil de cumprir; mas só o kerigma, sem a didaké, ficaríamos só no entusiasmo, sem concretizar na vida prática. Por isso, Paulo põe este equilíbrio, e mostra a Timóteo o que realmente ele tem que fazer.

A Autoridade de Deus

A quinta coisa que encontro nesta carta é a autoridade, a autoridade de Deus. Quero explicar. Paulo tem uma clara visão do Reino de Deus. Ele proclama nesta carta uma vez após outra Jesus Cristo como o Kyrios, o Senhor. O Kyrios significa a autoridade absoluta, o dono. Ele proclama no versículo 1:17, em uma doxologia mui linda: “Portanto, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único e sábio Deus, seja a honra e a glória pelos séculos dos séculos. Amém”.
Ele é o Rei. A autoridade do Rei. E no capítulo 6 há outra doxologia tremenda. Diz: “a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém”. No Império Romano, todos os imperadores morriam, mas Paulo estava falando de Um que é imortal, é invisível.
Os imperadores romanos eram visíveis, mas todos eles eram mortais e se foram. Mas há um só que é soberano, Rei dos reis, e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível! “Ai qual seja a honra e o domínio para sempre”. Que quer dizer para sempre? Por toda a eternidade. Assim, ao escrever isto, Paulo tinha uma visão muito clara do Reino de Deus, a autoridade de Deus e o Senhorio de Jesus Cristo.
Pois Deus, que é a suprema autoridade, deu toda a autoridade a seu Filho, o Kyrios, o Senhor. E Cristo deu autoridade aos apóstolos. Assim, Paulo, que é apostolo, é autoridade delegada por Deus, é pai espiritual de Timóteo. E Timóteo é seu filho espiritual. Aqui há autoridade. E lhe diz: “Te mandei a Éfeso, te roguei que fosses a Éfeso”. E o tom que fala, ainda que amável e amoroso, é de autoridade, e lhe instrui o que tem que fazer e o que não tem que fazer. “Este mandamento, filho Timóteo, te encarrego, rejeita isso, evita aquilo”. Está lhe dando, com autoridade do Senhor, tudo o que ele tem que fazer e não fazer.
A Igreja se edifica pela autoridade de Deus. Essa autoridade vem de Deus a Cristo, de Cristo aos apóstolos e dos apóstolos, neste caso, a Timóteo, um filho espiritual, a quem envia a Éfeso. Paulo o envia e Timóteo obedece. Alguns dizem: “Não, não, não; eu obedeço a Deus”. Não só a Deus. Tem que obedecer a Deus e aos pais, aos apóstolos, aos pastores. Há autoridade na casa de Deus.

A Igreja se edifica por autoridade. Hebreus 13:17 diz: “Obedecei a vossos pastores porque eles velam por vossas almas”. Veja em 1Tm5:20  outra exortação: “Aos que persistem em pecar repreende-os diante de todos para que os demais também temam”. Repreende diante de todos? Sim. A quem? Não ao que peca uma vez ou ao que peca duas vezes. Este pode admoestar pessoalmente. Mas ao que persiste em pecar, que quer seguir pecando, repreende-o diante de todos.
Agora, no exercício da autoridade não pode haver prejuízos. Como diz: “Eu o exorto solenemente, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, a que procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo. Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros. Conserve-se puro.”. No uso da autoridade não pode haver abuso, nem prejulgamento, nem parcialidade.Tem que ser algo puro como o senhor realmente quer.
Se não há autoridade, o ensino se perde. Se não sabe, ensina-o. Se sabe e pratica, anima-o, alegra-te com ele. Se não pratica, admoesta-o e relembra-o. Se peca, na primeira vez admoesta-o, na segunda repreende-o. E assim, com tudo que o senhor nos instrui. Se não há autoridade o ensino se perde.
Quando há autoridade, os irmãos aprendem que tem que obedecer. Assim é a Igreja. È a casa de Deus e em toda Casa, e em toda família, há autoridade.

Instrução pessoal

E finalmente, o sexto ponto nesta epístola que é importante para a edificação da Igreja é a instrução pessoal ou o discipulado. Vou explicar. No capítulo 5 especialmente vê-se claramente isso. Nem todas as situações são iguais. Paulo diz a Timóteo: “Não repreendas ao ancião, antes exorta-o como a um pai; aos mais jovens, como a irmão; às idosas, como a mães; às jovens, como a irmãs, com toda pureza. Honra as verdadeiras viúvas. Mas se alguma viúva tem filhos, ou netos, aprendam estes primeiro a ser piedosos com sua própria família...”.
O que está dizendo? Não se pode tratar igualmente todas as pessoas. Cada um é cada um. Não se pode tratar um ancião como a um jovem; não se pode tratar um jovem como uma moça. É necessário um trato personalizado e adequado a cada um, segundo a graça, segundo a necessidade, segundo a pessoa, segundo a situação de cada um.
Em seguida fala das viúvas, e você pode observar ao estudar o capítulo 5 que há viúvas e viúvas. Há viúvas jovens, a quem ele recomenda que se casem de novo; há viúvas mais velhas que tem um testemunho excelente, que deve-se coloca-las na lista das irmãs que servem a igreja e precisam ser sustentadas economicamente; há outras que não. Então, não são todos iguais. Do púlpito não se pode conhecer a todos, desde uma grande reunião não se pode chegar a adequadamente a todos.
Por exemplo, um dia prego sobre a didaké que é necessário trabalhar, trabalhar materialmente, ganhar seu sustento de cada dia, e todos escutam a mesma palavra. Mas ali há um irmão que trabalha demais, e eu estou enfatizando que tem que trabalhar. Ele está trabalhando 14 horas por dia, e se sente confirmado em seu trabalho material. E há outro que é folgado para o trabalho, e esse recebe a palavra superficialmente. Não se pode alcançar a todos adequadamente em sua edificação. Aquele que está trabalhando demais, já está sacrificando sua família, está descuidando da obra, quem sabe está trabalhando demais não porque necessite mas por ambição. Este se sentirá confirmado em seu erro. O que está faltando? A instrução pessoal. Precisa conhece-lo, tem que ser pai espiritual, tem que se aproximar desse irmão com amor, com oração, com graça, mas com firmeza e dizer: “Irmão, você está trabalhando demais; não precisa trabalhar tanto”. A um você precisa dizer “Descansa!”, e a outro precisa dizer “Trabalhe mais!”.
Mas quando pregamos, a palavra é geral; faz falta a instrução pessoal. A Igreja se edifica com instrução pessoal. Cada irmão precisa ser conhecido por alguém de forma mais próxima, para instruí-lo e orienta-lo mais especificamente.
Um dia prego que o homem é o cabeça da casa e que tem que assumir a autoridade e a responsabilidade, porque Deus o colocou como cabeça. Mas acontece que tem um irmão que é um tirano em sua casa, um déspota com sua esposa, e depois de me ouvir pregar diz: “Viu o que o pastor disse? Aqui eu sou a autoridade”. E minha palavra que era palavra de Deus, didaké, em vez de ajuda-lo, confirmou sua tirania e seu erro. Sem a instrução pessoal mão se pode edificar.
Precisa conhecer, aproximar-se e dizer: “Irmão, a Bíblia diz que seja cabeça, mas você é um cabeção. Não exagere, vá mais devagar. Deus lhe deu uma esposa, escute a sua esposa as vezes. Ele lhe deu uma ajudadora idônea. Você a está anulando, a está afastando. Não é assim irmão, não é assim”. Precisa uma instrução pessoal.
Outro precisa ser fortalecido. Para uma irmã eu tive que dizer: “Irmã, não afrouxe, enfrente seu marido”, porque fazia falta dizer-lhe isso. Mas não posso ensinar isso como doutrina, era uma instrução muito particular, muito pessoal. E no capítulo 5 há muita instrução particular, pessoal, e sobre tudo o que disse a Timóteo.
Por isso, irmãos, precisamos da instrução pessoal para saber em cada situação escutar, aconselhar, exortar. Alguns necessitam ânimo, outros necessitam oração, outros apenas ser ouvidos, compreendidos, amados. As vezes não sabemos o que dizer a pessoa, damos-lhe um abraço, e choramos com o que chora, e já se vai consolando.
Assim, é indispensável para a edificação da Igreja a instrução pessoal. Cada pessoa é valiosa, cada pessoa é amada por Deus, e Ele quer chegar a cada um com sua graça, com seu amor, com sua medida justa do que cada um precisa. Amém.

sábado, 14 de abril de 2012

TEMOR E PAVOR

JONAS 01:15-16. Temor Por verem.
Tiveram temor Porque viram a manifestação do Poder de DEUS.
JEREMIAS 32:38-40. Temor Pela PróPria vontade de DEUS.
Pela vontade de DEUS ele nos traz de volta Para ele, Porque sua ira não Permanece Para semPre.
PROVÉRBIOS 19:23. Temor Por ensino aPenas.
Teme Por simPlismente crer, acredita e evita Passar Por situações que façam sofrer.
NEEMIAS 05:15. Temer Por escolha Por decisão.
Quando voce escolhe temer a DEUS, Porque voce aPrendeu justiça, verdade, misericórdia, zelo, sensatez, Paciencia, longanimidade, tudo do bem.
MIQUÉIAS 07:16-19. Pavor Por temor.
Transforme seu Pavor em temor, DEUS te ProPorciona isso, mudando teu sentimento.
Ministrar: Orar com quebras Para conquistar o temor a Deus.
Nelson
84804540

sábado, 7 de abril de 2012

A HORA DO MOVER DO SENHOR.

JOEL 02:25-32
COMPENSAÇÃO
Serão destruidos as manifestações malignas que destruia sua colheita, se fartarão e ficaram satisfeitos, e louvarão o nome do SENHOR, e não serão mais humilhados e saberão que estou convosco. (25-27). HEBREUS 10:30. Conhecemos que age com Poder.
MOVER MIRACULOSO
Será derramado do meu ESPIRITO sobre vós, filhos Profetizarão, velhos sonharão, jovens terão visões, maravilhas serão mostradas Para estabelecer uma tomada de Posse sem fim, antes que venha o grande e temível dia do SENHOR. (28-31) 2 TIMÓTIO 04:08. O que esta quardado.
ACEITAR O SEU CHAMADO
Aquele que invocar, Para os sobreviventes, Para aqueles que ouviram e aceitaram o chamado do SENHOR, será salvo. (32). ROMANOS 08:36-39. Passar Por tudo.
Ministrar: Orar destruir EsPirito Cigano (PEREGRINO), Devorador, Prisioneiro (CORTADOR), Carregador (DEVASTADOR). Derramamento do ESPIRITO DE DEUS.
PR NELSON WIPPEL
47 8480 4540

domingo, 1 de abril de 2012

TEMER A DEUS EVITA OS EXTREMOS.

ECLESIASTES 07:15-18
UM JUSTO E UM IMPIO
Um justo que morreu e um impio que teve vida longa. Apesar da justiça e da impiedade. (15). JÓ 10:15. Mesmo Justo.
NÃO TENHA EXCESSO DE JUSTIÇA E DEMASIA IMPIEDADE
Sendo justo demais assim voce se destrói, e impio demais voce morre cedo. (16-17). EZEQUIEL 14:13-14. Retidão Celestial, Retidão Humana.
RETENHA E NÃO ABRA MÃO DA OUTRA
Porque o mais importante mesmo, é temer a DEUS, porque evitará as duas coisas, evitará o extremo. (18). Deuteronomio 13:04. Temer somente.
CONCLUSÃO
Concluimos que a impiedade em excesso, ela realmente é a situação de muitos neste mundo cheio de pecado, que nas quais precisam libertação. E o excesso de justiça ela não provem de DEUS, ela é humano, carnal, porque procede do homem, a justiça de DEUS ela age de dentro para fora, quando ele te toca e te transforma, o justo demais ele julga, aponta, e se coloca em patamar superior em relação aos outros.
Ministrar: DESTRUIR A JUSTIÇA HUMANO, DESTRUIR A IMPIEDADE.
NELSON 
47 8480 4540

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ESTRÉIA - PROGRAMA VEM - 06/02/2021 - SÁBADO - 17:10.

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