quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Páscoa e a instituição da Ceia.

 
Significado da Ceia

 
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Co 11:26).

 
A Páscoa e a instituição da Ceia.

Quando o povo de Israel saiu do Egito, Deus mostrou seu poder através das 10 pragas que recaíram sobre aquela nação (Ex 7:14-12:51). Após 430 anos (Ex 12:41), dentre os quais houve 150 anos de escravidão, Deus ordenou que Moisés instituísse a “Páscoa” (Ex 12:1-20).
 
Seria uma cerimônia simples, em família, quando comeriam pão sem fermento, carne assada do cordeiro da Páscoa (cujos ossos não poderiam ser quebrados) e ervas amargas, como lembrança do tempo da escravidão, no Egito. Eles deveriam comer prontos para viagem, com a mudança embalada para saírem da terra da escravidão.
 

Todo o simbolismo da Páscoa se traduz na “Nova Aliança em Cristo”. Jesus é o “Cordeiro Pascal” (I Co 5:7-8), como também é o pão sem fermento (sem impurezas ou pecado). Através de seu sangue derramado no Calvário, Ele nos redime da escravidão do pecado e nos conduz à “terra prometida”, simbolizando a nova vida, guiada pelo Espírito Santo.
 

A Bíblia diz: “Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a páscoa” (Lc 22:7). “E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça” (Lc 22:14). “E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, disse: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da Ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22:19-20).

 
Os Elementos da Ceia.

Jesus instituiu a ceia como um “memorial” para que os seus seguidores se lembrassem de sua morte na cruz em nosso favor e de seu retorno à terra para implantar o seu reino glorioso entre nós (I Co 11:23-26). Num cerimonial muito simples, foram usados o pão e o vinho.

O pão simboliza a morte vicária (ou substitutiva) do Senhor, pagando o alto preço da nossa redenção. O pão é feito de trigo e água, que, misturados, tornam-se uma massa que, por sua vez, é levada ao fogo para assar. O trigo, na parábola do joio (Mt 13:24-30; 36-43) representa os filhos de Deus; no caso da ceia, simboliza Jesus, o Filho de Deus. A água é a “Palavra de Deus” (Jo 15:3) e também representa o Espírito Santo (Jo 7:38-39).
Jesus falou aos discípulos, quando vieram para buscá-lo a apresentá-lo aos gregos: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).
 

Portanto, a Ceia nos fala da morte de Jesus e também nos lembra que, como seus discípulos (seguidores) também temos de “tomar a nossa cruz cada dia” (Mt 16:24, Lc 9:23; 14:27). Ser cristão não é apenas viver por Cristo, mas estar pronto a morrer por Ele.
Isto é uma realidade entre os nossos irmãos nos países onde há perseguição, como os novos-convertidos que vieram do Islamismo, os nossos irmãos na China Comunista onde muitos são presos, maltratados, torturados e até mesmo, mortos, por causa da Palavra de Deus e do seu testemunho.

 
E o vinho simboliza a vitória do Senhor e o seu retorno à terra para reinar. O pão passou pelo fogo, mas o vinho surge da fermentação do suco extraído das uvas esmagadas. Ou seja, da morte vem a vida. O vinho é a ressurreição, a esperança do cristão.

Na história de José do Egito, ele interpretou os sonhos do padeiro-mor e do copeiro-mor (Gn 40:9-23). A interpretação que Deus lhe dera se cumpriu fielmente. O sonho do padeiro dizia que ele seria morto e o do copeiro, que ele seria restaurado à sua antiga função ao lado do rei.

Portanto, ao tomarmos o vinho, na celebração da Ceia, estamos anunciando a ressurreição de Jesus e a sua volta gloriosa como “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, aleluia! Nós também ressuscitaremos gloriosamente para reinar com Ele (I Jo 3:1-3). Esta é a fé cristã e a esperança dos salvos (I Co 15:12-54).

 
Discernir o Corpo de Cristo na Ceia.

Quando o Senhor Jesus instituiu a ceia, Ele deu graças e partiu o pão, dizendo que era o seu corpo. Paulo explica que a igreja é o corpo de Cristo e que devemos nos examinar (introspecção) e então comer o pão na ceia.

É necessário que cada crente reconheça o seu irmão como sendo parte integrante do corpo de Cristo. A ceia nos fala de comunhão, de família de Deus, de perdão e reconciliação. De caminhar juntos, de falar a mesma linguagem, de amor e união.
Paulo fala, respondendo às dúvidas dos irmãos de Corinto, que havia muitos enfermos entre o povo de Deus por esta causa: não discernir o “corpo de Cristo”. “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”, foi o mandamento áureo de Jesus. O mundo deve nos conhecer como sendo um povo que ama de verdade.

 
Você tem vivido assim? Tem provado o “morrer todo dia por amor a Cristo”, isto é, deixando de fazer a sua própria vontade e fazendo a vontade de Deus? Você tem aberto mão de seus direitos em favor de seu irmão? Você tem reconhecido e amado ao seu irmão? Será que tem algum impedimento entre você e algum irmão? Que tal o perdão e a reconciliação, para então comer do pão e beber do cálice?

 
 

Eleuza Bretas
RMI 

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