sexta-feira, 26 de abril de 2013

Os Limites da Lógica Humana



Os Limites da Lógica Humana


A razão é uma importante faculdade humana, mas, colocada como orientadora da espiritualidade, pode se tornar perigosa, criando laços teológicos e bloqueios contra a fé.

A razão trabalha com base na lógica, que consiste no encadeamento de fatos, princípios e conceitos que se encaixam de modo coerente, conduzindo a conclusões compreensíveis ou resultados previsíveis e naturais. A lógica é formada por um conjunto de regras baseadas na observação e na experiência. Aquilo que nunca aconteceu (ou não testemunhamos) pode parecer ilógico. Aquilo que nunca experimentamos pode parecer impossível. Nossa lógica está limitada ao passado, condicionada por nosso conhecimento e experiências, e tudo isso está delimitado pelos sentidos físicos e por nossa capacidade de raciocínio. 

O homem natural vive limitado pela lógica e acha que sempre está com a razão. O homem espiritual vive pela fé naquilo que Deus falou (ICo.2.14-15).

A razão, com sua lógica intrínseca, é de importância extraordinária em nossas vidas. Contudo, há muitas coisas além do limite racional. Por exemplo: a existência da vida no planeta terra é algo que está além da lógica. O racionalismo não explica a vida, embora não a possa negar.

A lógica trabalha muito bem com dados para chegar a diversas conclusões. Porém, não temos todos os dados sobre Deus e sua obra (Ec.3.11; 8.17; 11.5).

O homem erra ao pensar que sua razão é infalível e totalmente eficaz na análise de todas as coisas e de todos os temas. Este erro é mais freqüente por parte das pessoas mais “sábias”, mais instruídas, mais inteligentes, do ponto de vista humano. Um “doutor em qualquer coisa” corre o risco de ser “sábio aos seus próprios olhos” e achar que está em condições de julgar todas as coisas, rotulando como falso o que lhe parece logicamente incompreensível. Era o problema de algumas pessoas em Corinto que, estando no berço da filosofia, desprezavam a mensagem do evangelho, pois ela não lhes parecia razoável. Chegavam a considerá-la loucura. Paulo toma emprestada essa idéia e diz que devemos então ser loucos mesmo, pois a loucura de Deus é mais sábia que os homens (ICo.1.18 a 2.16; 3.18; 8.2). 

Quando a razão se encontra com a questão da divindade, podemos tomar um dos caminhos abaixo: 

1 – O ateu

Nega a existência de Deus pelo fato de não poder vê-lo nem compreendê-lo. 

2 – O teólogo liberal

Coloca a razão acima da fé. Tenta decifrar Deus e recusa o que não pode ser compreendido. Tal atitude leva a um bloqueio em relação às experiências sobrenaturais e pode conduzir ao ateísmo. 

3 – O cristão equilibrado

Compreenderá apenas o que Deus colocou ao seu alcance e deixará que a fé o leve além da razão. 

Dúvidas e questionamentos

Entender Deus é um alvo impossível. Por exemplo, Paulo disse que o Senhor nos dá a paz que excede todo entendimento (Fp.4.7). Aliás, todos os seus atributos divinos e muitas de suas ações estão além do nosso entendimento. Quem pode compreendê-lo ou explicar as suas obras?

Deuteronômio 29.29 diz que “as coisas reveladas são para nós e nossos filhos”. Estas podemos compreender, mas “as coisas ocultas pertencem ao Senhor nosso Deus”, ou seja, não estão ao alcance das nossas mentes. Algumas dessas coisas podem ser experimentadas, mas não explicadas. 

Precisamos ler a bíblia e estudá-la. O estudo envolve questionamentos e esclarecimentos. Entretanto, o estudante precisa encontrar um limite para suas questões. Na medida em que conhecemos as Escrituras, temos muitas dúvidas e encontramos também muitas respostas, de modo que o nosso conhecimento vai aumentando. Se, em determinado assunto, não encontrarmos esclarecimento dentro da bíblia, pode ser que estejamos diante de um mistério de Deus (ITm.3.9,16; IITss.2.7; ICo.15.51). Devemos então encerrar o nosso questionamento, aceitando pela fé o fato que a bíblia nos mostra. A razão encontrou então o seu limite. Esta afirmação não é aceita pelo filósofo ímpio, pois seu propósito é questionar sempre. Por isso, a filosofia tende para o ateísmo. Ela nos serve como instrumento cultural, mas não pode dominar o pensamento cristão nem servir de bússola para a nossa espiritualidade.

Vejamos alguns exemplos de questões que a bíblia não responde:
De onde Deus veio? Ele criou a si mesmo? Como Deus pode ser três pessoas numa só? O que Deus usou para fazer o mundo? Por quê Deus não destruiu Satanás quando ele pecou? Por quê Deus permitiu a existência do mal?

Quando fazemos estas e outras perguntas, podemos ser tentados a aceitar explicações anti-bíblicas. O ateísmo e o espiritismo oferecem muitas explicações perniciosas. O melhor é aceitarmos o fato como a bíblia diz, desistindo de encontrar respostas em outra fonte. Corremos o risco de aceitar dados oferecidos por meio de teorias, como a da evolução, de modo que a nossa fé seja influenciada ou mesmo danificada.

Não troque a palavra de Deus por teorias chamadas “científicas” nem por argumentos lógicos, o certo pelo duvidoso. Teoria é algo que não foi provado, por mais lógica que seja. Ser lógico não significa ser correto ou errado, mas apenas coerente com um conjunto de idéias ou dados (que podem ser incompletos ou até mesmo forjados).

Os questionamentos podem ser positivos em muitos casos, mas precisamos colocar a fé acima das questões. Não há porque questionar uma ordem de Deus ou querer entender sem obedecer ou como condição para a obediência. Por exemplo, podemos não ter pleno entendimento sobre o batismo e a ceia do Senhor, mas isso não deve ser impedimento para a sua realização. É claro que não podemos ser negligentes com o que está ao nosso alcance para ser aprendido.

A revelação de Deus para nós é algo limitado, embora bastante amplo: “O que de Deus se pode conhecer...” (Rm.1.19). Existe, portanto, um limite para o nosso conhecimento e compreensão. O próprio Daniel não entendeu todas as visões que teve (Dn.12.8-9).

Alguns questionamentos dos discípulos não foram respondidos por Jesus, como o exemplo que lemos em Atos. Eles perguntaram: “Restaurarás tu neste tempo o reino a Israel”? O Mestre respondeu: “Não vos pertence saber os tempos e as épocas que o Pai determinou pelo seu próprio poder” (At.1.6-7).

Precisamos reconhecer os limites da nossa compreensão. Caso contrário, na ânsia de racionalizar todas as coisas, poderemos inventar ou adotar teorias anti-bíblicas. Por exemplo, a bíblia diz que a virgem concebeu e deu à luz um filho: Jesus. A lógica humana não acompanha tão afirmação. Quem insiste em satisfazer a razão, tentará encontrar alguma explicação para o nascimento virginal e poderá construir proposições que, no fundo, vão dizer que a bíblia está mentindo. O melhor a se fazer, em casos assim, é aceitar pela fé o que a bíblia disse e encerrar o questionamento.

Não procure explicações naturais para o sobrenatural. Não procure explicações “científicas” ou “psicológicas” para os milagres de Jesus. Observe que os judeus, não podendo admitir nem explicar a ressurreição de Jesus, inventaram uma “história” mais razoável, dizendo que os discípulos haviam roubado o corpo do Mestre. 

Tentações racionais

Satanás usa a lógica como instrumento de tentação.

O que nos parece razoável pode ser tentador, pois tem aspecto de algo correto, ainda que não o seja. Em Gênesis 3, percebemos a lógica de Satanás ao dizer: “É certo que não morrereis”. Para Eva, tratava-se de um raciocínio lógico, com base na experiência até aquele momento. Afinal, ninguém tinha morrido antes. Contudo, a Palavra de Deus afirmava que o pecado traria a morte. Aparentemente, podia não ser lógico, mas era garantido.

Quando Jesus disse que importava ir a Jerusalém e morrer, Pedro lhe disse: “De modo nenhum te acontecerá isso” (Mt.16). Aquele discípulo tinha todas as razões para chegar a essa conclusão. Afinal, o Mestre que tinha libertado tantas pessoas, não haveria de ser preso. Jesus, então, lhe retrucou: “Para trás de mim, Satanás”.

O que é lógico nem sempre está correto. As tentações satânicas são sutis, contendo argumentos razoáveis. Seguindo o seu raciocínio podemos ser levados a concordar com ele.

A vingança, por exemplo, é algo lógico, mas não é correto. O perdão não é lógico, mas é o que Deus deseja. Amar os inimigos vai contra qualquer raciocínio, mas foi a ordem de Cristo. 

A verdade usada para o mal

O diabo é mentiroso, mas fala algumas verdades, e estas se tornam mais perigosas do que suas mentiras. Ele usa a lógica para nos enredar. Ele diz: “se você pecar terá ganhos, vantagens, prazeres, poder e dinheiro”. Pode ser verdade. Ele só não diz o preço de tudo isso.

Quando ele nos acusa de pecado, pode estar falando a verdade (Zc.3). Então isso nos constrange e nos deixa abalados. Este é um dos seus ataques mais eficazes. Contudo, devemos vencê-lo pela proclamação do perdão que temos em Cristo.

Na tentação, o inimigo disse ao Senhor: “Se tu és o filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães” (Mt.4). Aquela frase continha várias verdades: Jesus é o filho de Deus; havia pedras diante dele; Ele tinha todo poder para transformá-las em pães e estes seriam úteis para saciar sua fome. Isto era perfeitamente possível para Jesus. Por trás daquela sugestão havia vários pressupostos lógicos, verdadeiros, e, por trás deles, um propósito maligno.

Quando Maria derramou um vaso de nardo sobre Jesus, Judas disse: “Que desperdicio! Poder-se-ia vender este perfume e dar o dinheiro aos pobres”. Seu argumento parecia lógico e bondoso, mas seu íntimo desejo era se apropriar do dinheiro (João 12.4-6). O inimigo diz: “faça o bem! Deixe de dar o dinheiro a Jesus e dê aos pobres”. Isto parece razoável. É a lógica do Anticristo.

Esta artimanha tem sido usada em muitas religiões que praticam a caridade, mas afastam as pessoas de Jesus; usam a bíblia, a verdade, mas estão conduzindo os homens ao inferno. 

O lugar da razão na experiência espiritual

Não estamos descartando o valor do raciocício e da inteligência, mas precisamos manter a fé acima de tudo isso. Nossa crença não é irracional, mas extrapola os limites da razão, assim como acontece com o amor.

Minha razão é fundamental para mim, mas minha espiritualidade não pode ficar restrita àquilo que eu compreendo.

Vamos comparar nossas experiências com Deus a um trem, ampliando a ilustração proposta na literatura da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. 
Tudo o que existe no universo começou com a palavra de Deus (Heb.11.3). Assim também é na nossa experiência espiritual. A palavra de Deus é o motivo primordial. Ela produz fé em nós (Rm.10.17). Palavra + fé = resultados, fatos, milagres. “Estes sinais seguirão aos que crêem...” (Mc.16.17). Depois vem nossa compreensão parcial. A razão acompanha a fé de longe. Jamais a alcançará, embora sempre a esteja seguindo. A emoção, tão volúvel, fica por último na ordem de importância. Nossa vida com Deus não pode depender da emoção. Ela é boa e desejável, mas não pode nos controlar. Nossa vida espiritual está baseada na palavra de Deus, sobre a qual depositamos nossa fé. Deus falou, eu creio, e acabou. Não importa o que eu sinto. Os sentimentos virão depois. A alegria, por exemplo, é algo maravilhoso, mas eu não posso depender dela para servir a Deus. Eu dependo da fé, que depende da Palavra. O justo viverá pela fé (Heb.10.38).

A fé e a razão têm um ponto de contato na experiência concreta. Os sinais são produzidos pela fé e observados pela razão.

Quando vi um tumor saindo pelo meu nariz enquanto recebia uma oração, minha razão registrou a realidade da existência de Deus, embora eu já acreditasse nisso muito tempo antes. 

Não vamos entender tudo sobre Deus e sobre a bíblia. A razão não pode tomar o lugar da fé. Se invertermos as posições no nosso “trem”, ele poderá parar ou até retroceder.

A razão pode parecer um ótimo filtro para a fé. Alguns só querem crer naquilo que possam compreender claramente. Entretanto, o que seria um filtro torna-se um bloqueio. A verdadeira fonte e filtro da fé é a bíblia. Não vamos sair por aí crendo em qualquer coisa, em qualquer deus ou em qualquer espírito. A nossa fé é regulamentada pela bíblia.

O conhecimento intelectual alimenta a razão. O conhecimento espiritual através da bíblia e da experiência com Deus alimenta a fé. 

O racionalismo de alguns personagens bíblicos 

– O uso do verbo “arrazoar”

Em muitas situações, Jesus estava na contra-mão da razão humana e, principalmente, farisaica. As pessoas que o rodeavam sempre arrazoavam sobre suas palavras e ações, isto é, tentavam entendê-las apenas com a razão e, geralmente, chegavam a conclusões erradas. Vemos o uso do verbo arrazoar nos seguintes textos: Mt.16.7-8; 21.25; Mc.2.6-9; Mc.8.15-21; Mc.11.30-31; Lc.12.17; Lc.20.14.

Os fariseus, saduceus, escribas e doutores da lei eram os principais arrazoadores, tornando-se muito críticos e questionadores em relação a Jesus. Os discípulos, com melhores intenções, também viviam arrazoando, raciocinando, tirando conclusões lógicas a respeito do que Cristo falava. Contudo, o Mestre queria levá-los a um novo tipo de entendimento, baseado na fé. “Pela fé entendemos ...” (Heb.11.3). 

Os “teólogos liberais” na época do Novo Testamento

A existência de demônios, por exemplo, não é algo lógico para nós. Algumas pessoas afirmam que a possessão demoníaca nada mais é do que uma doença neurológica, ou seja, loucura.

Esse tipo de raciocínio combina com o de alguns contemporâneos de Cristo. Os saduceus não criam em anjos, espíritos e ressurreição (Mt.22.23; Mc.12.18; Lc.20.27; At.23.6-8). Eles eram inteligentes, “sábios”, doutores da lei, sacerdotes, elite religiosa. Talvez se considerassem “à frente do seu tempo”. Contudo, estavam errados .

A quem interessa que não se acredite em demônios? Interessa aos próprios demônios para que continuem agindo livremente.

O Velho Testamento que os saduceus liam já mencionava aquelas realidades espirituais, mas parece que tais referências bíblicas eram por eles descartadas ou “interpretadas” de modo “mais racional” (Gn.16.7; Dt.32.17; II Cr.11.15; Sl.106.37; IIRs.8.1; Dn.12.2). Talvez eles tenham lido estas passagens como “figuras de linguagem” quando, de fato, eram literais.

Nem Jesus conseguiu convencê-los. O tempo passou e lá em Atos 23.6-8 eles continuavam parados no tempo. Não avançaram na fé porque foram detidos pela razão. Não estavam convertidos, nem salvos, nem cheios do Espírito Santo.

Em Corinto, Paulo teve problemas com aqueles que negavam a ressurreição (ICo.15). Eles eram inteligentes e estavam muito bem alinhados com a razão e a lógica. Um morto voltar? A razão nos diz que é impossível. Logo, o cristianismo não cabe dentro da lógica humana e os que quiserem ficar restritos a ela rejeitarão a Cristo, pois a sua ressurreição é o fato mais importante a ser aceito e declarado para que alguém seja salvo (Rm.10.9).

Em nosso estudo teoLÓGICO, precisamos nos lembrar de o "teo" é infinitamente maior do que o "lógico". Deus não cabe nos moldes da lógica. Isto não significa rejeição à teologia, mas apenas o reconhecimento de seus limites. Devemos usar a lógica como instrumento e não como freio para a nossa fé. Deus me deu olhos, mas eu não posso ser limitado pelo que vejo. Não quero perder a visão física, mas quero ir além através da fé. Da mesma forma, não quero perder a razão nem ficar preso por ela.

Não se deseja uma fé ignorante, sem entendimento (Rm.10.2), nem tampouco uma fé amarrada pelo intelecto.

Podemos estudar sociologia, antropologia e filosofia, pois são matérias úteis, mas não podemos ser dominados por seus conceitos, muitos dos quais elaborados por ímpios e ateus. Seus axiomas podem conduzir o estudante desavisado ao ecumenismo ou ao ateísmo, na medida em que as manifestações religiosas, incluindo o cristianismo, são indevidamente reduzidas a denominadores comuns, como se tudo isso fosse apenas produção humana. O mau uso de tais disciplinas inclui um processo de racionalização, com tendência apóstata, que passa pela pretensa demitização de fatos bíblicos, bem como pela atenuação da noção bíblica do pecado e da condenação eterna.

Em nome da razão e do modernismo, muitos querem usar as Escrituras, removendo, porém, seus fundamentos sobrenaturais e divinos. Os argumentos dessas tendências são lógicos, mas sua essência é maligna. 

A renovação do entendimento

A razão está contaminada pelo pecado. Por isso precisamos da renovação da nossa mente, pela ação da palavra de Deus e do Espírito Santo, para que tenhamos a mente de Cristo (Rm.12.1-2; ICor.2.16).

Deus tem sua própria lógica. Andando com ele vamos aprendendo a pensar como ele pensa. Percebemos que Ezequiel estava nesse processo. Diante do vale de ossos secos, Deus lhe perguntou: “Poderão viver estes ossos?” Ele disse: “Senhor, tu o sabes” (Ez.37). Já foi um progresso. Se ele respondesse de acordo com a lógica humana, diria: “Senhor, de jeito nenhum”.

Na medida em que crescemos espiritualmente e conhecemos a palavra de Deus, desenvolvemos uma “mentalidade espiritual” ou “entendimento espiritual” (Col.1.9). 

Indo além da razão

Só a fé nos faz experimentar o poder de Deus.

"A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus " (ICo.2.4-5). A vida cristã tem diversos aspectos e poderíamos abordá-la de tantas formas, mas vamos visualizá-la dividindo-a em duas partes: conhecimento e poder. A lógica é muito útil enquanto estamos na área do conhecimento teórico. Daí em diante, só podemos avançar pela fé. O poder de Deus não se manifesta com base na lógica, embora não precise sempre contrariá-la.

Não podemos permitir que o nosso relacionamento com Deus fique travado por questões de lógica.

Quando Deus disse que Sara teria um filho, ela riu. Afinal, não era lógico uma mulher idosa e estéril ter um filho. Pois Deus cumpriu sua promessa e o nome do menino foi Isaque, que significa "riso".

Quando Jesus disse a Nicodemos que ele precisava nascer de novo, aquele doutor da lei viu toda a sua lógica ser lançada por terra.

Para acompanharmos Jesus, precisamos andar pela fé, não dependendo de entender tudo o que ele diz e realiza. Assim, não haverá limites para nossas experiências espirituais. Experimentaremos milagres sem fim, pois cremos em um Deus ilimitado, Todo-poderoso. 

Autor: Anísio Renato de Andrade 


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