quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A LOUCURA DE DEUS


Um equilibrista mantém sobre um cabo de vassoura várias mesas, que vão chacoalhando, e ao mesmo tempo, ele toca um violino. Alguém do público se inclina e diz a seu amigo: “Não entendi por que ele tocar violino em público. Ele não é nenhum virtuoso”.
Esse é o modo com que muitas pessoas julgam os pensamentos dos prisioneiros cristãos por eles oprimidos, desgraçados, destruídos em extremos de tortura física e psicológica.

Eu testemunhei e compartilhei dos sofrimentos de muitos companheiros de cela em uma prisão subterrânea comunista. O que nos intrigava mais era que nós não obtínhamos do céu o que era obviamente razoável esperar: uma melhora, mesmo que pequena, em nossa situação; alimento para saciar nossa fome, abrandamento de tão cruéis torturas… Nós não conseguíamos o que esperávamos, porque – humanamente falando – o céu não é razoável.

Jesus disse: “Haverá mais júbilo no céu por um pecador que se converte do que por noventa e nove cristãos que não precisam de arrependimento” (Lc. 15: 7). Isso certamente não é nada razoável.

Jesus também disse: “Aquele a quem pouco é perdoado, pouco ama” (Lc. 7: 47). Por que deveria alguém primeiro ter de cometer vários pecados asquerosos antes de amá-lO? Teresa de Lisieux não concordava com essas palavras. Criada numa família devota, dedicou-se ao Senhor ainda em tenra idade, aos 15 anos, num convento carmelita. Falecida aos 24, ela costumava dizer ao Senhor: “Eu o amo muito, ardentemente, embora eu não tenha conhecido os grandes pecados do mundo”.

Em parte alguma a Bíblia fala da sensatez de Deus, mas sim sobre sua loucura (I Co. 1: 21). Ele é tão pouco razoável quanto os pensamentos de criancinhas. Cristo se tornou criança e nos orientou a nos tornarmos crianças também.


Um jornal publicou a história de um homem cujo chapéu foi arrancado pelo vento enquanto ele estava pescando com amigos. Rapidamente ele pulou na água gelada para resgatar o objeto, e nunca mais foi visto. Que tragédia arriscar a vida por um chapéu que custa poucos dólares!

Acaso foi razoável sacrificar a vida do Unigênito Filho de Deus por ovelhas desajuizadas, mesquinhas e estúpidas? Perguntei a muitos pastores de ovelhas o que eles fariam se vissem um lobo. Todos responderam: “Correria para salvar minha vida!” Nenhum homem morre por causa de ovelhas. Mesmo assim, Jesus fez isso. Ele morreu por seres piores do que ovelhas – por aqueles que o negaram e o traíram, por aqueles que exigiram sua crucificação. Ele morreu por seus próprios assassinos, por todos os que blasfemam contra Deus e o odeiam.

Não fique surpreso se você não conseguiu de Deus o que você mais razoavelmente espera. Se Ele fosse mesmo razoável, Ele jamais ouviria as orações de pessoas como nós, e nem teríamos salvação.

Ao contrário, o amor de Deus chega às raias da loucura.

Se você está na louca situação de não conhecer nem Sua sabedoria nem Seu louco amor, você precisa considerar o fato de que na parábola da ovelha perdida, somente a perdida teve uma prova indubitável de Seu amor e interesse. As outras podiam razoavelmente dizer que tinham sido rejeitadas e abandonadas.

Quando o filho pródigo retornou ao lar, ele foi abraçado com amor, recebeu um anel e foi festejado com um novilho cevado, música e dança. O filho fiel, que veio do campo e chegou suado e esgotado, nunca recebera uma palavra de carinho.

Aqueles que são fiéis devem simplesmente se alegrar por outros experimentarem Seu amor até a loucura.

O bom samaritano da parábola não era um turista. Sem dúvida ele estava fazendo uma importante viagem de negócios e tinha compromissos a cumprir. Sua extraordinária boa obra deve tê-lo prejudicado bastante. Talvez ele tenha até negligenciado outras obrigações, porque parou para servir a um homem machucado.

Quando preso em uma solitária, esperei anos até Deus vir me socorrer. Eu ficava pensando que Ele estava demorando e pensava nEle como o bom samaritano. Eu estava certo de que ele estava a caminho para ajudar, mas que vira um homem machucado no caminho, pelo que teve de parar para acudi-lo e levá-lo para uma estalagem. Eu pensava que Ele, que vê o pardal cair, também precisava parar para renovar o vigor de uma pétala exausta, com Seu orvalho. Na solitária, nós nos alegrávamos com Seu louco amor mesmo quando não beneficiados por ele.

Extasiada, Maria Madalena de Pazzi saiu correndo do convento onde vivia, carregando uma imagem de Jesus crucificado e gritando: “Oh, Amor, Amor! Jamais cessarei, meu Deus, de chamá-lo de ‘Amor’”. Ela disse às irmãs “Ele também é louco de amor…”

Não espere razoabilidade no céu, para não se desapontar. Conte somente com o fato de quem há Alguém que o ama com uma insensatez tão grande que morreu por você. Em resposta, não espere uma bela razão, mas mergulhe você também nessa loucura de amor com ele. Essas minhas palavras são oráculos de Deus.

Richard Wurmbrand

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"Senhor, Ensina-nos a Orar"

"De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos pediu; Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos" (Lucas 11:1).
A oração é importante. Todos os que querem seguir o Senhor sabem que a oração é parte essencial da vida do discípulo. Entretanto, poucos oram e muitas vezes, quando oramos, parece que lutamos para nos expressarmos a Deus. Embora possa parecer que a oração deveria vir a nossa boca como uma expressão confortável de nossa fé e confiança em Deus, ela freqüentemente parece difícil, talvez ineficaz.
Os primeiros seguidores de Jesus observaram seus hábitos de oração. Eles o viram freqüentemente procurando um lugar deserto para falar com seu Pai. Numa ocasião dessas, eles pediram sua ajuda. Também desejamos comunicar- nos com Deus como seu filho estava fazendo. "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11:1).
Jesus fez como eles pediram. Ele os ensinou como orar, tanto por suas palavras como por seu exemplo. Ele orava freqüentemente, fervorosamente e com grande fé naquele que estava ouvindo aquelas orações. Através do exemplo de sua vida, ele está ainda nos ensinando a orar.

Palavras de oração

A resposta imediata de Jesus ao pedido dos apóstolos é encontrada em Lucas 11:2-4
Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todo o que nos deve. E não nos deixes cair em tentação.
Nem esta oração, nem a semelhante encontrada em Mateus 6:9-13, são destinadas a repetição palavra por palavra. Jesus não estava ensinando palavras para serem memorizadas e recitadas; ele estava ensinando a orar. Ele deu um exemplo que mostra que tipo de coisas devemos incluir em nossas orações. Devemos:
1. Reverenciar e glorificar a Deus: "Pai, santificado seja o teu nome". Grandes orações de grandes homens e mulheres são sempre proferidas com grande respeito a Deus. Quando Moisés, Ana, Davi, Daniel, Neemias e outras importantes personagens da era do Velho Testamento oraram, começaram com declarações de genuína reverência a Deus, como criador e comandante do universo.
2. Buscar a vontade de Deus: "Venha o teu reino". A oração não é um instrumento para manipular Deus para que faça nossa vontade. Aqui, Jesus orou pelo reino de Deus, sabendo que esse reino só poderia vir com todo o seu poder através da avenida de sua própria morte. Aqui, como na oração agonizante no Getsêmani, Jesus colocou a vontade do Pai acima de seus próprios interesses: "Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26:39). Quando vemos a oração como nada mais do que uma oportunidade de fazer pedidos a Deus, colocamos a vontade do servo indevidamente acima da vontade do Senhor. Deveremos sempre procurar fazer a vontade de Deus.
3. Reconhecer nossa dependência de Deus para as necessidades físicas: "O pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia". Esta não é uma exigência de abundância e riqueza. Jesus nem praticou, nem ensinou a noção materialista de que o discípulo pode "dizer e exigir" o que quer na oração. Diferentemente das orações de certas pessoas hoje em dia, que se aproximam de Deus como pirralhos mal criados exigindo tudo o que querem, Jesus mostrou aqui uma dependência de Deus para as necessidades básicas da existência diária. Precisamos de Deus todos os dias.
4. Reconhecer nossa depen-dência de Deus para as bênçãos espirituais: "Perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve. E não nos deixeis cair em tentação". Encontramos algumas lições valiosas no versículo 4. Primeiro, precisamos do perdão. As palavras de João 8:7 e Romanos 3:23 nos recordam nossa culpa. Pecamos. Necessitamos do perdão. Só Deus tem o direito e o poder para perdoar (Marcos 2:7). Segundo, precisamos perdoar. Nossa comunhão com Deus é condicionada a várias coisas, incluindo-se como tratamos as outras pessoas. Quem se recusa a perdoar outro ser humano simplesmente não será perdoado por Deus (Mateus 6:14-15; 18:15-35). Terceiro, precisamos do auxílio de Deus para que não pequemos. Deus não é apenas um guarda-livros registrando os pecados cometidos e apagando-os depois. Ele tem poder para nos auxiliar a derrotar o inimigo. Paulo garantiu que há um jeito de escapar de cada tentação (1 Coríntios 10:13). Jesus "é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hebreus 2:18). Ele nos deixou um exemplo perfeito de obediência para encorajar nossa fidelidade (1 Pedro 2:21-24). Na hora de sua mais difícil tentação, Jesus voltou-se para seu Pai em oração fervorosa. Depois daquelas orações ele saiu do Getsêmani preparado para suportar o poder das trevas, e sofreu o ridículo e a morte para cumprir a vontade de seu Pai. Jesus encontrou o auxílio necessário quando apelou para seu Pai, em oração.

Exemplos de oração

Pouco é registrado das palavras específicas com que Jesus orou. Podemos aprender muito simplesmente observando quando, onde e por quê Jesus orou.
1. Quando Jesus orou? Ele orou em horas de grandes provações, tais como o exemplo já citado de suas orações no Getsêmani, poucas horas antes de sua morte. Ele orou momentos antes de grandes decisões. Lucas 6:12-16 conta o dia em que Jesus escolheu os doze homens aos quais seria dada a responsabilidade de levar o evangelho ao mundo. Note o que ele fez antes de selecioná-los; "Retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus" (Lucas 6:12). Ele orou antes de grandes obras. Quando Jesus se preparou para ressuscitar Lázaro dentre os mortos, ele primeiro se dirigiu ao seu Pai, em oração (João 11:41-43). Ele orou quando sua obra terminou (João 17:4).
2. Onde Jesus orou? Embora as orações de Jesus nunca fossem limitadas pelo tempo ou pelo espaço, é claro que ele freqüentemente procurou um lugar e uma hora livre e sem interrupções para falar com seu Pai em oração. Ele freqüentemente subiu a montes, ou saiu para um jardim, e tipicamente escolheu a noite ou o amanhecer, quando haveria menos distração com o mundo apressado. Tais hábitos eram tão típicos da vida de Cristo que Judas sabia exatamente onde encontrá-lo embora só estivesse estado em Jerusalém poucos dias (João 18:1-3).
3. Por que Jesus orou? As circunstâncias das orações de Jesus sugerem motivos imediatos para oração: tentações, provações, tristeza, momentos decisivos, etc. Mas estes são realmente apenas o reflexo de uma razão maior pela qual Jesus orou. Jesus valorizava sua comunhão com o Pai. Como alguém que entendia melhor do que qualquer outro homem jamais entendeu o privilégio de andar com Deus, Jesus queria manter essa íntima relação com seu Pai. Tendo a escolha entre multidões de homens e seu Pai, Jesus freqüentemente escolheu a companhia de Deus. Quando tinha que escolher entre o sono e a oração, Jesus encontrava o profundo rejuvenescimento de que necessitava, não no descanso físico, mas na conversa espiritual com seu Pai.. Estas orações de Jesus nos ensinam algumas lições muito valiosas sobre o privilégio de sermos chamados filhos de Deus.

O que os discípulos aprenderam?

Os apóstolos pediram instruções sobre como orar. Jesus deu-lhes mais do que palavras, quando mostrou um exemplo consistente de fé em suas orações. Teriam eles aprendido? Dois breves episódios na parte inicial do livro de Atos mostram que eles aprenderam a importância da oração.
Depois que Pedro e João foram perseguidos e passaram algum tempo na prisão por causa de sua pregação, eles encontraram outros cristãos e oraram juntos com confiança, pedindo coragem para continuar sua obra (Atos 4:23-31). Sua citação da poderosa mensagem do Salmo 2 mostra que eles entenderam que o poder da oração é encontrado no poder daquele que ouve essas orações: o Deus que se assenta nos céus.
Quando confrontados com as necessidades físicas das viúvas na igreja de Jerusalém, os apóstolos reconheceram a importância desse serviço e guiaram a igreja na seleção de homens adequados para cuidar do assunto. Mas note, no texto, a razão pela qual os próprios apóstolos não desviaram sua atenção: "E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra" (Atos 6:4). O cuidado das viúvas não era para ser negligenciado, mas os apóstolos cuidadosamente reservaram tempo em suas vidas para a oração. Eles tinham aprendido bem a importante lição do exemplo de Jesus e de seus hábitos de oração.

- por Dennis Allan

domingo, 9 de outubro de 2011

A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA



AGEU 02:09

COMO FOI A GLÓRIA DA PRIMEIRA CASA OU TEMPLO?

Hoje sabemos que não teve glória, teve momentos de alegria momentanios, havia limitação, a busca era nos outros, em alguém, no ganhar, até no mal que acontecia com as pessoas que não gostavamos.

COMO ESTÁ A GLÓRIA NA SEGUNDA CASA OU TEMPLO?

Está duvidando, está confusa, esmorecida, esta vazia, esta decepcionada, esta triste, fragilizada sem forças. Ageu 01:10-12. Espirito e Alma.

COMO PODE FICAR E PERMANECER A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA?

Pode ficar transbordante e permanecer, Pode ficar cheia e permanecer, Pode estar sempre acesa, iluminada pois não faltará azeite. Mateus 05:14-16.

CONCLUSÃO

Teve um tempo de tratamento para que a sua casa tivesse bagunçada (cada um e Família) mas agora é chegado o momento de organização (cada um e família) da tomada de posse e determinar que a segunda casa é maior que a primeira e sempre será. Se cada casa tiver cheia, na tua família, no teu trabalho, contigo mesmo, será estabelecido a paz.

MINISTRAR: casa cheia: corpo e mente na presença de Deus, de Jesus e do Espirito Santo.

Pr Nelson Wippel
47 8480 4540

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Honra na Família


Há princípios críticos para o sucesso na família. Considere alguns:
O plano de Deus é sempre melhor. Como criador da família, Deus tem a autoridade e sabedoria para fazer leis e dar liderança para os melhores relacionamentos possíveis.
Esforçando-se para o ideal. Devemos esforçar-nos para deixar as nossas famílias o mais próximo possível do ideal, em vez de procurar brechas ou exceções como desculpas para nossas preferências ou falhas
Eu sou responsável por mim. O plano de Deus é baseado em cada indivíduo fazer o melhor. Cada um deve cumprir com suas responsabilidades pessoais independente daquilo que cônjuges/filhos/pais/sociedade... fazem.
Olhar para os outros. A chave para relacionamentos bem-sucedidos e satisfatórios é considerar que os outros são mais importantes do que nós mesmos. Ter a segurança pessoal capaz de sacrificar pelos outros é a única base certa para uma família ideal..
Com Deus, todas as coisas são possíveis. Pela deterioração da família na sociedade pareceria que é impossível ter uma família devota. Mas o cristão acredita em Deus, não em si mesmo. Confiar em Deus e seguir seus planos é o único caminho ao sucesso verdadeiro.
Quando esses princípios são negligenciados, famílias falham
Quando uma família cresce e prospera não é por acaso. Da mesma forma quando famílias falham não é por acaso. Muitas vezes é porque algum princípio na palavra de Deus tem sido negligenciado.
Um princípio crítico para o crescimento espiritual de uma família, no entanto freqüentemente negligenciado é o da honra. Os apóstolos ensinaram que os cristãos deviam honrar uns aos outros. “Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida...” (1 Pedro 3:7 RC). “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Efésios 6:1-3). “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10).
A definição de honra
No Velho Testamento, a palavra honra literalmente significava “pesado”. No Novo Testamento, honra significava “um apreço”. O apóstolo Pedro disse que o sangue do Filho de Deus era pesado, extremamente precioso e muito mais valorizado do que “coisas corruptíveis, como prata ou ouro” (1 Pedro 1:18). Honrar a Deus é colocar um valor maior nele do que em qualquer coisa na terra ou no céu.
Da mesma forma, quando “honramos” uma pessoa falamos que ela é extremamente valiosa aos nossos olhos. Dizemos que quem ela é e o que ela diz tem um peso grande. O apóstolo Paulo disse, “e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra” (1 Coríntios 12:23). Paulo disse aos filipenses sobre Epafrodito, “Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse” (Filipenses 2:29).
A definição de desonra
O oposto aplica-se à desonra. Podemos, pelo o que falamos e a maneira que tratamos uma pessoa, comunicar a ela que ela é de pouco valor para nós; que as suas palavras e seus esforços tem “pouco peso” no nosso modo de ver.
A palavra desonra nos dias de Jesus significava “neblina” ou “vapor” que sobe de uma panela de água fervente. Era a coisa mais insignficante para os gregos.
Uma grande ilustração de desonra está em Mateus 27:9-10. “…Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi estimado aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram; e as deram pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor” (a palavra preço era a mesma palavra grega que honra.) Em outras palavras, eles colocaram o valor do precioso Filho de Deus em trinta moedas de prata. A desonra está no preço. Seu valor para Judas era apenas um pouco mais do que o vapor que sobe de uma panela de água. Ele não tinha valor para Judas.
Ilustrações de desonra na família 
A gora vamos fazer algumas aplicações concretas na família. Uma pesquisa foi feita com famílias nos Estados Unidos e perguntaram às pessoas “Quais são os dez atos mais desonrosos no lar?” Aqui estão os resultados: 
1.    Ignorar ou não considerar as opiniões, os conselhos ou as crenças de outras pessoas.
2.    Envolver-se na televisão ou no jornal enquanto outra pessoa tenta se comunicar conosco.
3.    Fazer piadas sobre as fraquezas ou falhas de uma outra pessoa.
4.    Fazer ataques verbais regulares contra um amado: criticar severamente, julgar, dar broncas sem carinho.
5.    Não dar a devida importância à família do cônjuge ou a outros parentes no seu planejamento e comunicação.
6.    Ignorar ou simplesmente não expressar gratidão por atos bons feitos para nós.
7.    Praticar hábitos de mal gosto em frente da família – mesmo quando pedem que paramos.
8.    Comprometer-nos exageradamente com outros projetos ou pessoas de maneira que tudo fora do lar pareça ser mais importante do que aquilo dentro do lar.
9.    Lutas pelo poder que deixam uma pessoa se sentindo que é uma criança ou que está sendo severamente dominada.
10.  Falta de vontade de admitirmos que estamos errado ou de pedir perdão.
A maioria de nós já observou até certo ponto esse tipo de comportamento seja nos nossos lares ou nos dos outros. Às vezes são os filhos desonrando os pais, e outras vezes são os pais desonrando os próprios filhos.
As conseqüências de negligenciar esse princípio
Cada decisão que tomamos ignorando o plano de Deus traz conseqüências. No caso de uma família onde não há honra, casamentos são arruinados e filhos se rebelam. Paulo avisou aos pais para “não provoqueis vossos filhos à ira” (Efésios 6:4) e “não irriteis os vossos filhos” (Colossenses 3:21). Certamente isso acontece quando os pais rebaixam seus filhos, ignoram-os, criticam-os severamente, dão broncas sem carinho, comprometem-se exageradamente a outras coisas, ou quando um pai comete um erro e se recusa a pedir o perdão dos seus filhos. Raiva, irritação e rebelião resultam porque o que nós dizemos ou a maneira que tratamos uma criança mostra-lhe que é de pouco valor para nós. Também não é incomum ver um cônjuge deixar um casamento porque é maltratado. 
Por que tratamos as pessoas que “amamos tanto” com tão pouco respeito? Às vezes é o que aprendemos dos nossos pais. Às vezes é relacionado a ego. Uma pessoa que tem pouco respeito para ela mesma às vezes tentará se sentir maior humilhando outra pessoa. Seja qual for o motivo, os danos são incalculáveis.
Como podemos restaurar a honra nos nossos lares?
1. Decidir honrar ou valorizar mais as outras pessoas. Enfatizamos a palavra decidir porque honra não é um sentimento, é uma decisão. Deus não ordena sentimentos, mas nos ordena a pensarmos e agirmos de certa formas. Deus disse, “tratai todos com honra” (1 Pedro 2:17), “preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10), “considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3), e “os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra” (1 Coríntios 12:23). Primeiro temos de decidir que as pessoas são valiosas e principalmente aquelas que Deus pôs sobre nossos cuidados.
Alguém teve uma idéia brilhante. Decidiram chamar móveis velhos de “antigüidades”. Agora pessoas compram esse móveis velhos por preços absurdos. Até pagam quantidades razoáveis para restaurar os móveis antigos para fazê-los parecerem novos. O que aconteceu para aqueles móveis antigos se tornarem antigüidades? Seu valor aumentou. Por que? Porque decidimos que eles são mais valiosos para nós do que antes. Se podemos fazer isso com móveis, podemos fazer com pessoas.
2. Agir de acordo com nossa decisão. Enfatizamos a palavra agir porque honra envolve fazer, mostrar e expressar. O apóstolo Paulo disse para os maridos serem o cabeça, amarem suas esposas, sacrificarem-se por elas, alimentarem e cuidarem delas (Efésios 5:22-31). Às esposas foi dito para serem submissas, temerem e respeitarem seus maridos (Efésios 5:22-33). É dito aos filhos que devem obedecer seus pais (Efésios 6:1). Há muitas outras coisas que podemos fazer para mostrar que valorizamos as pessoas da nossa família. Como seria se quando o marido voltasse do trabalho, sua família o encontrasse na porta, os filhos demonstrassem alegria com a sua chegada e a esposa se arrumasse para mostrá-lo que ele é valioso para ela? E como seria se quando a esposa chegasse do mercado encontrassem-na na porta com um tapete vermelho, encorajassem a a sentar e descansar enquanto os filhos guardassem as compras e o marido preparasse um jantar especial para ela? Como seria se, quando os filhos chegassem da escola, os pais parassem o que tivessem fazendo, preparassem um lanche e ouvissem enquanto os filhos lhes dissessem como foi seu dia?
A atitude de honra e as ações que acompanham criarão um ambiente saudável e aconchegante onde a família possa crescer.
E se as pessoas não merecem honra?
É verdade que algumas pessoas possam não merecer honra devido a sua conduta. Talvez um cônjuge agiu com ódio ou sem amor, ou um filho foi rebelde. Mas é interessante o que Pedro disse: “tratai todos com honra” (1 Pedro 2:17). Ele continuou a dar exemplos de quem devemos respeitar. Ele disse “Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor...também ao perverso” (1 Pedro 2:18). Ele disse “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa,” (1 Pedro 3:1). Parece que Pedro estava indicando que nossa obrigação a mostrar honra aos outros não depende da maneira que eles nos tratam.. Paulo disse a Timóteo “Não repreendas ao homem idoso” quando ele precisasse de correção (1 Timóteo 5:1), e para “Todos os servos que estão debaixo de jugo considerem dignos de toda honra o próprio senhor, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados” (1 Timóteo 6:1). As pessoas talvez não mereçam honra, mas nossa preocupação com Deus e sua glória nos levará a tratar até as pessoas desonrosas com respeito.
Vale a pena observar que o próprio Deus nos deu valor quando não merecíamos nada. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8). Isso torna todos os homens iguais. Somos todos pecadores. Nenhum de nós merece honra pela virtude de obediência perfeita ao Senhor. O apóstolo João disse, “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1 João 4:10-11). Apenas quando nos vemos como receptores do favor não merecido de Deus, podemos decidir a amar e honrar as pessoas da nossa família mesmo que elas não “mereçam” nosso amor.
Conclusão
No Velho Testamento, muitas vezes, Deus nos deixou olhar pela janela de várias famílias – Adão e Eva, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Davi. Suas janelas freqüentemente eram deixadas abertas para que pudêssemos ver como elas foram abençoadas quando obedeciam a Deus e como tiveram dificuldades quando desobedeciam. Freqüentemente sofreram porque não estavam olhando para as coisas uns dos outros, mas apenas para as próprias. Às vezes, pelo fato de não honrarem uns aos outros, havia amargura, ciúmes e até assassinato.
O que uma pessoa veria se olhasse pela sua janela? Mais importante ainda é: o que Deus vê quando observa os pais e filhos no seu lar? Ele vê amor, respeito, consideração, valorização e honra? Se não, você deve considerar o primeiro princípio mencionado neste artigo – o plano de Deus é sempre melhor. Se queremos famílias fortes, saudáveis e felizes, teremos de reconhecer que o plano de Deus é o melhor, implantar esse plano nas nossas próprias vidas e depois dividir esse plano com os outros na nossa família.

–por Mike Bozeman

domingo, 2 de outubro de 2011

A PERDA DO PRIMEIRO AMOR



Alguns acham que se o primeiro amor nos leva ao trabalho, então a perda do primeiro amor seria uma baixa da produtividade. Mas de acordo com o que Jesus falou na carta à Igreja de Éfeso, não se trata apenas de “relaxar” no trabalho de Deus, pois o Senhor lhes disse: “Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança” (Ap 2.2a). A palavra grega traduzida como “labor” é “kopos” que, de acordo com a Concordância de Strong, significa: “intenso trabalho unido a aborrecimento e fadiga”. Este tipo de labor seguido de perseverança não indica uma queda de produtividade no serviço do Senhor.
Tampouco se trata de desânimo ou desistência, uma vez que nesta mensagem profética o Senhor Jesus louva a persistência destes cristãos de Éfeso: “e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer” (Ap 2.3).
A perda do primeiro amor também não pode ser vista como sendo apenas um momento de crise no trabalho ou na dedicação, uma vez que é algo que Deus tem contra nós:
“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. (Apocalipse 2.4,5) Portanto, a perda do primeiro amor é uma queda, é chamada pecado e necessita arrependimento. Tem muito crente que continua se dedicando ao trabalho do Senhor, mas perdeu sua paixão. Faz o que faz por hábito, rotina, por medo, pelo galardão, por qualquer outro motivo que, acompanhado daquele primeiro amor intenso faria sentido, mas sozinho não.
A queixa que o Senhor faz é o fato destes crentes terem deixado (ou abandonado, depende a tradução) o primeiro amor. A palavra grega “aphiemi”, traduzida como “abandonar” neste texto bíblico, tem um significado bem abrangente. A Concordância de Strong define esta palavra assim: “enviar para outro lugar; mandar ir embora ou partir; de um marido que divorcia sua esposa; enviar, deixar, expelir; deixar ir, abandonar, não interferir; negligenciar; deixar ir, deixar de lado uma dívida; desistir; não guardar mais; partir; deixar alguém a fim de ir para outro lugar; desertar sem razão; partir deixando algo para trás; deixar destituído”.
As expressões acima refletem não apenas uma perda que possa ser denominada como acidental, mas um ato relapso de abandono, de descaso. O Senhor Jesus também não está protestando àquela Igreja por não o amarem mais. Não se tratava de ausência completa de amor, ainda havia amor. Porém, era um nível de amor que já não era mais intenso, não era o amor total que temos o dever de lhe oferecer.

O primeiro amor é como um fogo, se você põe lenha ele se inflama mais, contudo, se você joga água ele se apaga... Falhamos em não alimentar o fogo, mas também em permitir que outras coisas o apaguem.
Várias coisas contribuem para que nosso amor pelo Senhor sofra a perda de intensidade. Mas há três, especificamente, as quais quero dar atenção aqui. Se queremos nos prevenir e evitar esta queda, ou se queremos restauração depois de termos caído, precisamos entender estes aspectos e como eles nos afetam:
1) O convívio com o pecado;
2) A falta de profundidade;
3) A falta de tratamento.
O convívio com o pecado tem o poder de esfriar nosso amor por Deus:
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará”. (Mateus 24.12)
Quando falo do convívio com o pecado, em vez do pecado em si, pretendo estabelecer uma diferença importantíssima aqui. É mais do que óbvio que quem vive no pecado está distante de Deus. O primeiro amor é chamado de pecado, mas não é ocasionado necessariamente por outro pecado na vida da pessoa. É uma perda espiritual num momento em que talvez a pessoa acredite que de fato tudo vai bem.
Creio que no texto acima Jesus se refere aos pecados da sociedade em que vivemos. Por se multiplicar o pecado à nossa volta (não necessariamente em nossa vida), passa a conviver com algumas coisas que, ainda que não as pratiquemos, começamos a tolerar.
Precisamos ter o cuidado de não nos acostumarmos com o pecado à nossa volta. Muitas vezes o enredo dos filmes que nos proporcionam entretenimento nos faz acostumar com certos valores contrários aos que pregamos. Acabamos aceitando violência, imoralidade e muitos outros valores mundanos. Mesmo que não cedendo a estes pecados, se não mantivermos um coração que aborreça o mal, nos acostumaremos a estes valores errados à ponto de nosso amor se esfriar. Precisamos agir como Ló, que se afligia pelas iniqüidades cometidas à sua volta:
“E, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles), é porque o Senhor
sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo”. (2 Pedro 2.6-9)
Um segundo fator que contribui para o esfriamento de nosso amor para com o Senhor é nossa falta de profundidade na vida cristã. Jesus fez menção, na parábola do semeador, da semente que caiu em solo pedregoso; é aquela planta que brota depressa, mas não desenvolve profundidade. Porque a raiz não consegue penetrar fundo no solo (pois se depara logo com a pedra), se torna superficial, se desenvolve na superfície. O resultado é que, saindo o Sol (figura do calor das provações), esta planta morre logo.
“A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam”. (Lucas 8.13)
Aquelas áreas que não são tratadas em nossas vidas podem não parecer tão nocivas hoje, mas serão justamente estas áreas que poderão nos sufocar na fé e no amor ao Senhor depois. A queda não é um acidente, nem um ato instantâneo ou imediato. É um PROCESSO que envolve repetidas negligências de nossa parte; e são estas mesmas “inocentes” negligências que nos vencerão depois. Por isso, devemos dar mais atenção às áreas que precisam ser trabalhadas em nossas vidas.
Este é um caminho para proteger nosso amor ao Senhor. O cuidado nestas três áreas nos será útil para evitar a perda (ou depreciação) do primeiro amor. Contudo, muitos de nós já o temos perdido. E, mesmo que o reconhecimento das causas nos ajude a sermos preventivos daqui em diante, temos que fazer algo agora em relação à perda que já sofremos. Portanto, quero compartilhar o que tenho entendido nas Escrituras ser o caminho de volta...
 
Foi o próprio Senhor Jesus que propôs o caminho de restauração:
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. (Apocalipse 2.5)
Cristo falou de três passos práticos que devemos dar a fim de voltarmos ao primeiro amor:
1) “Lembra-te”;
2) “Arrepende-te”;
3) “Volta à prática das primeiras obras”.
O primeiro passo é um ato de recordação, de lembrança do tempo anterior à perda do primeiro amor. Não há melhor maneira de retomá-lo do que esta... relembrar os primeiros momentos de fé, de experiência com Deus. O profeta Jeremias declarou:
“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. (Lamentações de Jeremias 3.21)
Algumas lembranças têm o poder de produzir em nós um caminho de restauração. Muitas vezes não nos damos conta daquilo que temos perdido. E uma boa forma de dimensionar nossas perdas é contrastar aquilo que estamos vivendo hoje com aquilo que já experimentamos antes em Deus.
Recordo-me de uma ocasião em que fui visitar meus pais e entrei no quarto que, quando solteiro, dividi com meus irmãos. O simples de fato de entrar naquele ambiente trouxe à minha memória inúmeras lembranças. Revivi em minha mente segredo de não nos afastarmos do Senhor nem perdemos a alegria inicial é desenvolver profundidade. Muitos cristãos vivem só dos cultos semanais. Não investem tempo num relacionamento diário, não oram não se enchem da Palavra, não procuram mortificar sua carne e viver no Espírito, não se engajam no trabalho do Pai. São cristãos sem profundidade, vivem só na superfície! A questão de profundidade nas coisas espirituais é aplicada não só à caminhada cristã. Na carta à Igreja de Tiatira, no Apocalipse, o Senhor Jesus elogiou aqueles que não conheceram as profundezas de Satanás:
“Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. Mas o que tendes, retende-o até que eu venha”. (Apocalipse 2.24,25 - ARC)
O mesmo princípio de profundidade se aplica ao reino de Deus e das trevas. Nós que conhecemos a verdade não podemos nos relacionar superficialmente com ela. Se desenvolvermos raízes profundas em Deus não fracassaremos na fé.
O terceiro fator que contribui para o esfriamento de nosso amor ao Senhor é a falta de tratamento em algumas áreas de nossas vidas. Vimos que um dos exemplos de crescimento abortado que Jesus revela na parábola do semeador é a falta de raiz, de profundidade. Mas outro exemplo que o Senhor nos dá nesta ilustração é o da semente que caiu entre espinhos:
“Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram”. (Lucas 8.7)
Note que os espinhos não pareciam ser tão comprometedores a princípio, pois eram pequenos. Mas porque não foram arrancados, eles cresceram.
“A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer”. (Lucas 8.14)
Meus momentos de oração e intimidade com Deus passado ali. Recordei, emocionado, as horas que, diariamente, passava ali trancado em oração.
Sem que ninguém (nem mesmo Deus) me falasse nada, percebi que minha vida de oração já não era como antes. Estas lembranças propulsionaram naquela época, uma retomada da dedicação à oração, e mesmo hoje, quando me recordo daqueles momentos poderosos de visitação de Deus que vivi naquele quarto, sinto-me motivado a resgatar o que deixei de lado.
Mas a lembrança em si do que eu havia provado ali não produziu mudança alguma. Apenas trouxe um misto de saudade com tristeza, bem como arrependimento por ter deixado de lado algo tão importante.
mandamento!
Fonte: Luciano Subirá

O primeiro ato de Deus após criar Adão e Eva foi invocar bênçãos sobre eles. “Deus os abençoou...” (v. 28). Colocou-os no jardim do Éden e deu-lhes domínio sobre a terra. Tudo lhes era sujeito. Deus fez provisão para suprir todas as deles necessidade. O Eterno começou o seu relacionamento com o homem por meio de um ATO DE DOAÇÃO. Concedeu-lhes vida, colocou-os em um lindo jardim e deu-lhes vegetais e frutas como alimento. Adão e Eva tinham em abundância tudo de que precisavam. Não havia FALTA! O mundo inteiro, com todos os seus recursos: foi isso que Deus lhes entregou! Nos versículos 28 a 30, é revelado o propósito original de Deus para o homem. Encontramos neles o DEUS DOADOR, o qual concede livre e abundantemente, de todo o coração, bênçãos aos seus filhos. Para viver na plenitude das bênçãos aos seus filhos. Para viver na plenitude das bênçãos do Senhor e ter todas as suas necessidades supridas continuamente, você precisa enxergá-lo como o DEUS DOADOR. Não é desejado de o Eterno reter as coisas de que seus filhos precisam. O nosso Deus sente prazer na prosperidade de seu povo (Sl. 35:27). Ele prometeu jamais recusar bem algum aos que andam em retidão (Sl. 84:11). Ele prometeu atender ao desejo do coração daqueles cujo coração esta nele (Sl. 37:4). Nosso Senhor é o DEUS DOADOR, que concede com liberalidade as suas bênçãos a todos os seus filhos que lhe pedem. Jesus disse: “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que esta nos céus, dará nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mt. 7:11). Deus tem bênçãos limitadas para os seus filhos. Desde Adão e Eva até hoje, Ele continua a derramar as suas bênçãos e s fazer o seu povo prosperar. Você tem uma necessidade? Deus não quer reter nada do que é seu. Veja-o como DEUS DOADOR, o seu pai, que esta pronto não apenas para suprir a sua necessidade, mas também para derramar bênçãos com abundância sobre a sua vida.
Para continuar o estudo deste tópico e saber mais sobre como Deus deseja abençoá-lo e fazê-lo prosperar, leia Gênesis 9:1-3.
Fonte: Bíblia de estudos: Batalha Espiritual Vitória Financeira.

Hebraico_ O termo brack ocorre 330 vezes na Bíblia. Significa abençoar, “conceder o bem”. O propósito supremo de Deus desde o principio de seu relacionamento com o ser humano, no jardim do Éden, foi abençoá-lo e fazê-lo prosperar. Deus é a Fonte de todas as bênçãos. Ele suscitou um povo com o qual fez aliança, abençoando-o. As bênçãos de Deus repousam ainda hoje sobre o seu esta é a segunda atitude que Jesus pediu aos irmãos de Éfeso: “arrepende-te”. Não basta ter saudade de como as coisas eram antes, é preciso sentir dor por ter perdido o primeiro amor; lamentar, chorar e clamar o perdão de Deus e reconhecer que isto é mais do que desânimo, ou qualquer outra crise emocional. É um pecado de desamor, de desinteresse para com Deus.
À semelhança dos profetas do Velho Testamento, Tiago definiu como devemos nos posicionar em arrependimento diante do Senhor. Deve haver choro, lamento e humilhação:
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.” (Tiago 4.8-10)
Humilhar-se perante o Senhor é o caminho para a exaltação (restauração) diante d´Ele. Se você reconhece que tem abandonado seu primeiro amor separe depressa um tempo para orar e chorar em arrependimento perante o Senhor e buscar renovação. Sei que recordar e chorar o passado também não é a cura em si, mas ajuda a alcançá-la. São estágios de preparação, por assim dizer. Mas o conselho proposto pelo Senhor tem um terceiro passo prático: “volta à prática das primeiras obras”. Portanto, não basta apenas reviver lembranças e chorar, temos que voltar a fazer aquilo que abandonamos.
Estas primeiras obras não são o primeiro amor em si, mas estão atreladas à ele. Ou são uma forma de expressá-lo, ou de alimentá-lo, ou ambas as coisas. Elas tem a ver com a forma como O buscávamos e também a maneira como O servíamos. Note que Jesus não protestou dizendo que os efésios não o amavam mais, e sim que já não amavam como o faziam antes. Precisamos mais do que reconhecer nossa perda, precisamos voltar a agir como no início da caminhada com Cristo. É tempo de resgatar nosso amor ao Senhor e dar-lhe nada menos que amor total. Que o Senhor nos dê graça para viver intensamente a obediência ao maior povo, que é a semente de Abraão por meio de Cristo (Gl. 3:14-16-29).
Grego_ O termo eulogeo significa “fazer prosperar”, “tornar feliz”, “conceder bênçãos”. Deus enviou Jesus para nos abençoar com a salvação (At. 3:26), com as bênçãos de Abraão e com todas as bênçãos espirituais em Cristo (Ef. 1:3).
Fonte: Bíblia de estudos: Batalha Espiritual Vitória Financeira.

Hebraico- O termo qorban significa “aquilo que alguém traz para perto de Deus ou altar.” É um vocábulo genérico para designar qualquer tipo de sacrifício. Sob a Antiga Aliança, o relacionamento dos filhos de Israel com Deus dependia dos sacrifícios e das ofertas apresentadas sobre o altar. Se os israelitas fossem obedientes à Lei e apresentassem os holocaustos sobre o altar conforme Deus lhes ordenara, seriam aceitos a comunhão com Deus seria restaurada, eles passariam as viver sob um “céu aberto”, colhendo as bênçãos prometida. Entretanto, se fossem desobedientes e não seguissem as instruções de Deus, suas ofertas eram rejeitadas, a comunhão com Deus, era cortada, e eles passavam a viver sob um “céu de bronze”, acumulando maldições sobre si (Dt 28). Há muitos tipos de ofertas descritas no Antigo Testamento: Kaphar- oferta de expiação; Olah- oferta queimada ou holocausto; Nesekh- oferta de bebida; Bikkurim- oferta dos primeiros frutos; Michah- oferta de carne ou de cereal; Sh’lamim- oferta pelo pecado; Asham- oferta pela transgressão; Zebhah Nedhabhah- oferta voluntária; Zebhah-há-todhah- oferta de gratidão; Zebah nedher- ofertas votivas ou votos.Grego- O termo prosphora significa literalmente “uma entrega”, “uma oferta”. No Novo Testamento, é usada para se referir aos sacrifícios de Jesus, às ofertas segundo a Lei, a valores doados pelos crentes aos necessitados e á do crente de Deus. As ofertas que hoje apresentamos são partes de nosso relacionamento com Ele. A maneira como as apresentamos são reflexo de nossa comunhão com Deus. Devemos apresentar-lhe ofertas que estejam de acordo com sua Palavra, se quisermos que elas sejam aceitas e se desejarmos colher as bênçãos prometidas.
Fonte: Bíblia de estudos: Batalha Espiritual Vitória Financeira.

O primeiro ato de adoração a Deus registrado após a queda do homem foi o de OFERTAR-LHE. Depois da queda, Deus não rompeu inteiramente o seu relacionamento com o ser humano. Havia justificativa para Ele destruir o homem, pois este merecia a morte. Mas, em vez disso, Deus ofereceu Sua graça e misericórdia. Por causa de seu grande amor pela humanidade, o Eterno estabeleceu um caminho para que o homem pudesse restaurar a comunhão com Ele por meio de sacrifícios e ofertas, que eram sagradas, porque apontavam para Cristo, o sacrifício perfeito, aquele que redimiria os homens do pecado. As ofertas representavam a confissão de pecado, a penalidade pelo pecado e uma profissão de fé, que apontava para aquela Oferto única ... o Cordeiro de Deus que levaria sobre si os pecados da humanidade. O relacionamento entre o homem e Deus sempre se baseou na obediência a todos os mandamentos divinos, inclusive os relativos aos dízimos e as ofertas. Quando o homem adorava a Deus com seu dizimo e suas ofertas, ele derramava abundantemente as suas bênçãos sobre o ofertante e o FAZIA PROSPERAR. Havia um profundo significado espiritual de entrega na apresentação da oferta ao Senhor. Este significado sempre foi o aspecto mais importante da vida dos crentes. Não apenas a oferta em si era importante, mas também a maneira em que era apresentada. Se não estivesse de acordo com as diretrizes de Deus, era considerada inaceitável e rejeitada. Depois da queda, em algum momento, Deus revelou a Adão a maneira correta de oferta, o tipo de oferta que deveria trazer, o tempo certo para apresentá-la e o que cada oferta representava. No tempo designado, Caim e Abel foram apresentar cada um a sua oferta ao SENHOR. Caim apresentou uma oferta do fruto da terra. Abel ofereceu o melhor que possuía: o primogênito do rebanho. E Deus aceitou a oferta de Abel, mas rejeitou a de Caim. Por quê? A oferta de Caim era apenas um sacrifício de agradecimento, não um sacrifício de expiação. Não houve da parte dele humildade, arrependimento da necessidade de um grande Sacrifícios que um dia redimiria o homem de seus pecados. Abel apresentou-se a Deus com um sacrifício de expiação. Ele ofereceu o melhor de tudo que possuía. Não trouxe consigo um cordeiro doente, paralítico ou maculado, mas seleciono o MELHOR primogênito de seu rebanho e sacrificou-o no altar da adoração. O sangue do cordeiro que Abel sacrificou apontava profeticamente para o sangue de Cristo, que seria derramado para remissão do pecado de toda a humildade. Ao oferecê-lo a Deus, Abel estava reconhecendo que era um pecador sujeito à ira divina. E assim, pela fé, buscava a misericórdia de Deus. A oferta de Abel foi aceita por Deus porque foi apresentada com fé: “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas” (Hb. 11:4). Deus aceitou a oferta da Abel, e isso lhe foi creditado como justiça. As ofertas que você da a Deus são parte de seu relacionamento com Ele. Não podem ser tratadas de modo superficial. Você também deve apresentá-las com fé. É fundamental COMO você oferta, as sim como O QUE você dá, pois isso determinará se ela será ou não aceitável diante de Deus. As suas ofertas tem de ser SANTAS e apresentadas a Deus como atos de adoração. Ele deseja de você ofertas voluntárias, dadas de coração e por amor Ele, não por insistência de alguém. Por isto, Paulo recomendou aos Coríntios: “Cada um de conforme determinou em seu coração, pois Deus ama quem dá com alegria” (2 Coc. 9:7). Se você não consegue ofertar livremente e com alegria, alguma coisa está errada. É preciso que o Espírito Santo lhe revele onde está o problema. Se ofertar de má vontade, a sua oferta não será aceita por Deus. Pare um minuto e pense no seu procedimento com relação ás ofertas. Você costuma reter ofertas? Contribui apenas por dever ou porque se sente pressionado a fazê-lo? Deus quer que você renove os eu relacionamento com Ele e passe a adorá-lo voluntariamente com alegria, dando-lhe O MELHOR de tudo que Ele mesmo lhe deu. As sua ofertas refletem o seu relacionamento com Ele. E, para que sejam aceitáveis a Deus, precisa ser entregues com liberdade, sem reservas e com reverência ao que Ele é e reconhecimento pelo que Ele fez por você. As ofertas oferecidas continuamente pelos israelitas, ano após ano, eram insuficientes para purificar o povo do pecado. Serviam apenas para lembrá-los de seus pecados e da necessidade que tinham de um Salvador. O sacrifício de Cristo nos capacita a estabelecer um relacionamento com Deus, sem medo e com ousadia, e a receber dele tudo de que precisamos.Para aprofundar o estudo deste tópico, leia Hebreus 10-5:7.
Fonte: Bíblia de estudos: Batalha Espiritual Vitória Financeira.

Grego- O verbo therismos significa “Colher”. É usado especificamente para o ato de ceifar. Antigamente, em Israel, a colheita variava de acordo com as condições da natureza, mas geralmente acontecia em meados de abril. Durava cerca de sete semanas e era época de grande alegria e de festas que celebravam a generosa provisão de Deus. Assim como existe estação para semear, há também estação para colher. No mundo natural, a colheita ocorre depois que a sementes crescem e estão maduras, prontas para colher. A colheita deve ser feita enquanto estiver madura ou apodrecerá no campo. Durante a estação da colheita, o grão ou o fruto é colocado celeiro, de onde o ceifeiro retira continuamente o necessário para seu sustento. Na dimensão espiritual, a colheita é a época em que colhermos os que plantamos. Se plantarmos semente boa, semeada pelo Espírito, e não para a carne, teremos boa colheita. Entretanto, se plantarmos para a carne, colheremos a “corrupção” da carne (Gl 6-7:9). O tamanho e o tipo de colheita são determinados pela semente. Colhemos de acordo com a quantidade de sementes que plantamos. Na colheita financeira, colhemos de acordo com o que ofertamos para o Reino de Deus. Se plantarmos pouco, teremos uma colheita pequena. Se dermos liberalmente, teremos uma grande colheita. Se a oferta envolveu sacrifício, colheremos bênçãos centuplicadas de Deus. Neste dias finais, Deus está liberando uma unção financeira para seu povo. Para os que são fiéis e obedientes com relação aos dízimos e às ofertas, as colheitas serão tão grandes que durará até o tempo de novas semeaduras. É chegado o tempo de se cumprir a profecia de que se lavra seguirá logo após o que ceifa (Am. 9_13). As sementes que vocês semeia multiplicar-se-ão e crescerão tão rapidamente que a “colheita” começará assim que as sementes forem plantadas.
Você está plantando para obter que tipo de colheita?

Deus instituiu uma lei básica para a colheita. É uma lei perpétua, natural: semear e colher. Enquanto existir terra, haverá semeadura—tempo de arar o solo e colocar a semente—e também colheita—tempo de reunir o fruto da semente que foi plantada. Essa lei natural Deus estabeleceu no principio, e ela existe até hoje. Quando alguém planta uma semente boa, pode ter certeza de que algo irá acontecer, pois nas condições certas—solo fértil, quantidade adequada de água e de exposição ao sol—a semente germinará e crescerá. É uma lei natural. A semente tem a característica de se multiplicar: semente multiplica semente. Em alguns casos, centenas de sementes derivam de uma única. O agricultor sabe que, se planar cinco porções de sementes em um campo e 25 em outro, colherá mais no campo onde semeou mais. Assim como existe colheita natural, há também colheita espiritual. Enquanto você viver, haverá tampo de semeadura a colheita. Deus lhe dá o privilégio de semear e ter uma boa colheita para sua vida. As sementes que você planta são as coisas que você oferece a Deus. Tempo, amor, fidelidade e atos de bondade são sementes boas. Mas há também sementes ruins: ódio falta de perdão, ressentimento, amargura e rebelião. Seja qual for à semente que você semear, boa ou má, haverá sempre uma colheita. Que espécie de colheita você precisa em suas finanças? Antes da colheita, você deve primeiro plantar  sementes, que são as ofertas. Mas talvez você tenha atingido um nível desesperador de escassez e esteja convencido de que não pode dar-se ao luxo de ofertar. Dê um passo de fé para dar a Deus a maior e melhor semente possível. Semeie em solo fértil, em bom solo: uma igreja ou ministério em que as almas estejam sendo conquistadas para o Reino de Deus, em que vidas estejam sendo transformadas, salvas, curadas e libertas pelo poder de Deus. Deus usará a semente que você semear para produzir a colheita que você precisa. Então, semeie e prepare-se para colher. Deus não deixará de suprir a sua necessidade.
Fonte: Bíblia de estudos: Batalha Espiritual Vitória Financeira.Para aprofundar o estudo deste tópico e descobrir que sua vida inteira é uma semente a ser semeada, leia João 12-24.

Após o Dilúvio, Deus revelou novamente desejo de abençoar e fazer prosperar o seu povo: “Deus abençoou Noé e seus filhos.” Deu-lhes animais, peixes, grão, legumes, frutas e verduras como alimento. Deu-lhes também domínio sobre a terra, declarando: “Assim como lhes dei os vegetais, agora lhes dou todas as coisa”. Deu-lhes TODAS AS COISAS! Embora a iniqüidade e a depravação do homem tivessem crescido a ponto de Deus destruir todas aquelas gerações, Ele manteve um remanescente santo, por meio do qual derramaria as suas bênçãos. A intenção de Deus para com Noé era a mesma com relação a Adão e Eva. Ele abençoou Noé e seus filhos com abundância e deu-lhes todas as coisas de que precisavam. Noé e sua família desfrutaram a provisão total das mãos de Deus. O propósito de Deus ainda é o mesmo. Em meio a esta geração ímpia e perversa que se afastou do Criador , um remanescentes santo será levantado por Ele, sobre o qual derramará as suas bênçãos e a unção espiritual e financeira dos dias finais. Ele usará esse remanescente para cumprir os seus propósitos sobre a terra.
Para aprofundar o estudo deste tópico e descobrir que sua vida inteira é uma semente a ser semeada, leia Gênesis 12—1:3.
Fonte: Bíblia de estudos: Batalha Espiritual Vitória Financeira.

Deus planejou suscitar para si um novo que seria identificado e chamado e chamado pelo seu nome. Sobre esse povo escolhido, Ele reinaria e derramaria as suas bênçãos, fazendo-o prosperar acima de todos os outros povos da terra. Em Gênese 12—1:3, vemos um encontro de Abrão com Deus, onde é traçado o destino espiritual do patriarca. Nesse encontro, que mudaria a vida de Abrão, Deus lhe deu uma ordem e fez-lhe uma promessa que exigia respostas. Abrão foi escolhido dentre todos de seu povo e de sua nação para ser enviado a uma terra desconhecida. Deus prometeu abençoar Abrão e fazer dele uma grande nação. Abrão creu em Deus, apossou-se da promessa e AGIU EM FUNÇÃO DELA. Pela fé, Abrão obedeceu a Deus. Reuniu a família e iniciou a jornada, sem saber para chegar á terra que Ele lhe prometera e para obter provisão. Como resultado de sua fé e de sua obediência, Abrão foi abençoado por Deus. Mesmo durante uma época de fome no Egito, deus usou o faraó para fazer seu servo prosperar. “Ao deixar o Egito, Abrão tinha enriquecido muito, tanto em gado como em prata e ouro” (Gn 13.2). Naquele primeiro encontro com Abrão, Deus estabeleceu uma semente real e santa, por meio da qual viria Jesus, o Messias. Deus multiplicou a semente de fé de Abrão e fazer prosperar ao longo das gerações. Começando com Abrão (Abraão), vemos as benções e a prosperidade de Deus liberadas para o seu povo. Sem a fé e a obediência, Abrão jamais teria experimentado o cumprimento das bênçãos prometidas por Deus. Hoje, Deus está levantando um povo — uma semente santa — e tem prometido abençoá-lo e fazê-lo prosperar. Somos a semente de Abraão e de Cristo, e herdamos as mesmas promessas. “Assim também as promessas fora feitas a Abrão e ao seu descendente. A Escritura não diz: ‘E aos seus descendentes’, como se falando de muitos, mas: ‘Ao seu descendente’, dando a entender que se trata de um só, isto é, Cristo” (Gl. 3—16). Nós herdamos todas as promessas de Deus! “E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo as promessas” (Gl. 3—29). Hoje, Deus lhe dá as suas promessas de benção e de prosperidade. A prosperidade que Ele lhe promete é a PROVISÃO TOTAL, o BEM-ESTAR TOTAL. Todas as bênçãos, tanto reais e as espirituais quanto às temporais e as eternas. Antes de tomar posse completa das promessas de Deus e ver o cumprimento deles em sua vida, Abrão precisou dar um passo de fé com base na Palavra de Deus. Abrão jamais teria recebido as bênçãos e as riquezas que Deus lhe havia reservado se tivesse deixado de crer e obedecer. Você tem de Deus promessas de benção e prosperidade. Bem, Deus o está convocando para uma jornada espiritual, a fim de que Deus planejou suscitar para si um novo que seria identificado e chamado e chamado pelo seu nome. Sobre esse povo escolhido, Ele reinaria e derramaria as suas bênçãos, fazendo-o prosperar acima de todos os outros povos da terra. Em Gênese 12—1:3, vemos um encontro de Abrão com Deus, onde é traçado o destino espiritual do patriarca. Nesse encontro, que mudaria a vida de Abrão, Deus lhe deu uma ordem e fez-lhe uma promessa que exigia respostas. Abrão foi escolhido dentre todos de seu povo e de sua nação para ser enviado a uma terra desconhecida. Deus prometeu abençoar Abrão e fazer dele uma grande nação. Abrão creu em Deus, apossou-se da promessa e AGIU EM FUNÇÃO DELA. Pela fé, Abrão obedeceu a Deus. Reuniu a família e iniciou a jornada, sem saber para chegar á terra que Ele lhe prometera e para obter provisão. Como resultado de sua fé e de sua obediência, Abrão foi abençoado por Deus. Mesmo durante uma época de fome no Egito, deus usou o faraó para fazer seu servo prosperar. “Ao deixar o Egito, Abrão tinha enriquecido muito, tanto em gado como em prata e ouro” (Gn 13.2). Naquele primeiro encontro com Abrão, Deus estabeleceu uma semente real e santa, por meio da qual viria Jesus, o Messias. Deus multiplicou a semente de fé de Abrão e fazer prosperar ao longo das gerações. Começando com Abrão (Abraão), vemos as benções e a prosperidade de Deus liberadas para o seu povo. Sem a fé e a obediência, Abrão jamais teria experimentado o cumprimento das bênçãos prometidas por Deus. Hoje, Deus está levantando um povo — uma semente santa — e tem prometido abençoá-lo e fazê-lo prosperar. Somos a semente de Abraão e de Cristo, e herdamos as mesmas promessas. “Assim também as promessas fora feitas a Abrão e ao seu descendente. A Escritura não diz: ‘E aos seus descendentes’, como se falando de muitos, mas: ‘Ao seu descendente’, dando a entender que se trata de um só, isto é, Cristo” (Gl. 3—16). Nós herdamos todas as promessas de Deus! “E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo as promessas” (Gl. 3—29). Hoje, Deus lhe dá as suas promessas de benção e de prosperidade. A prosperidade que Ele lhe promete é a PROVISÃO TOTAL, o BEM-ESTAR TOTAL. Todas as bênçãos, tanto reais e as espirituais quanto às temporais e as eternas. Antes de tomar posse completa das promessas de Deus e ver o cumprimento deles em sua vida, Abrão precisou dar um passo de fé com base na Palavra de Deus. Abrão jamais teria recebido as bênçãos e as riquezas que Deus lhe havia reservado se tivesse deixado de crer e obedecer. Você tem de Deus promessas de benção e prosperidade. Bem, Deus o está convocando para uma jornada espiritual, a fim de que você deixe para trás as suas dúvidas e seus temores e dê um passo de fé e de obediência para tomar posse de tudo que Ele reservou para você. Qual a sua resposta?
Pra aprofundar o estudo deste assunto, ter vitória financeira e aprender como tomar posse das bênçãos prometidas por Deus, leia Deuteronômio 28—8:11.
Fonte: Bíblia de estudos: Batalha Espiritual Vitória Financeira.

VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR


O que é o primeiro amor a que o Senhor Jesus se refere nesta mensagem? É um fogo em nosso íntimo, de grande intensidade, e que coloca Jesus acima de todas as outras coisas. Isto foi bem exemplificado em uma parábola de Cristo:
“O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.” (Mateus 13.44)
O Senhor fala de alguém que, além de transbordar de alegria por ter encontrado o Reino de Deus ainda se dispõe a abrir mão de tudo o que tem para desfrutar de seu achado. Estas duas características são evidentes na vida de quem tem um encontro real com Jesus.
Esta alegria inicial foi mencionada por Jesus na parábola do semeador. O problema é que alguns cristãos permitem que ela desapareça diante de algumas provas:
“O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.” (Mateus 13.20-21)
Outros cristãos, por sua vez, mesmo em face das mais duras provações, ainda permanecem transbordantes desta alegria:
“Chamando os apóstolos, açoitaram-nos e, ordenando-lhes que não falassem em o nome de Jesus, os soltaram. E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome.” (Atos 5.40,41)
O primeiro amor é aquele primeiro momento de relacionamento com Cristo em que todo o nosso ser devota a Ele. Abrimos mão de tudo por causa deJesus:
“O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra.” (Mateus 13.45,46)
O Reino de Deus passa a ser prioridade absoluta. É quando amamos a Deus de todo nosso coração e alma, com todas as nossas forças e entendimento. Este primeio amor nos leva a viver intensamente a fé. Foi asim desde o início da era cristã:
“Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2.41-47)
Os relatos de Atos dos Apóstolos nos revelam uma Igreja viva, cheia de paixão e fervor:
“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles h
avia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.” (Atos 4.32-35)
Este amor nos leva a praticar a buscar intensamente ao Senhor e também a trabalhar (Jesus o relacionou com “obras” quando disse a Pedro que se ele O amava devia pastorear Seu rebanho – Jo 21.15-18). O apóstolo Paulo falou que o amor de Cristo (ou o entendimento da profundidade deste amor) nos constrange a não mais viver para nós mas para ele:
“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Coríntios 5.14,15)
Foi este constrangimento de amor que levou o apóstolo Paulo a trabalhar mais do que os demais apóstolos:
“Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” (1 Coríntios 15.10)
Assim também se dá conosco hoje. O primeiro amor é uma profunda resposta ao entendimento do amor de Cristo, que nos leva a buscar e servir ao Senhor com intensidade e paixão.
A PERDA DO PRIMEIRO AMOR
Alguns acham que se o primeiro amor nos leva ao trabalho, então a perda do primeiro amor seria uma baixa da produtividade. Mas de acordo com o que Jesus falou na carta à Igreja de Éfeso, não se trata apenas de “relaxar” no trabalho de Deus, pois o Senhor lhes disse: “Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança” (Ap 2.2a). A palavra grega traduzida como “labor” é “kopos” que, de acordo com a Concordância de Strong, significa: “intenso trabalho unido a aborrecimento e fadiga”. Este tipo de labor seguido de perseverança não indica uma queda de produtividade no serviço do Senhor.
Tampouco se trata de desânimo ou desistência, uma vez que nesta mensagem profética o Senhor Jesus louva a persistência destes cristãos de Éfeso: “e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer” (Ap 2.3).
A perda do primeiro amor também não pode ser vista como sendo apenas um momento de crise no trabalho ou na dedicação, uma vez que é algo que Deus tem contra nós:
“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. (Apocalipse 2.4,5)
Portanto, a perda do primeiro amor é uma queda, é chamada pecado e necessita arrependimento. Tem muito crente que continua se dedicando ao trabalho do Senhor, mas perdeu sua paixão. Faz o que faz por hábito, rotina, por medo, pelo galardão, por qualquer outro motivo que, acompanhado daquele primeiro amor intenso faria sentido, mas sozinho não.
A queixa que o Senhor faz é o fato destes crentes terem deixado (ou abandonado, depende a tradução) o primeiro amor. A palavra grega “aphiemi”, traduzida como “abandonar” neste texto bíblico, tem um significado bem abrangente. A Concordância de Strong define esta palavra assim: “enviar para outro lugar; mandar ir embora ou partir; de um marido que divorcia sua esposa; enviar, deixar, expelir; deixar ir, abandonar, não interferir; negligenciar; deixar ir, deixar de lado uma dívida; desistir; não guardar mais; partir; deixar alguém a fim de ir para outro lugar; desertar sem razão; partir deixando algo para trás; deixar destituído”.
As expressões acima refletem não apenas uma perda que possa ser denominada como acidental, mas um ato relapso de abandono, de descaso. O Senhor Jesus também não está protestando àquela Igreja por não o amarem mais. Não se tratava de ausência completa de amor, ainda havia amor. Porém, era um nível de amor que já não era mais intenso, não era o amor total que temos o dever de lhe oferecer.
PORQUE PERDEMOS O PRIMEIRO AMOR
O primeiro amor é como um fogo, se você põe lenha ele se inflama mais, contudo, se você joga água ele se apaga… falhamos em não alimentar o fogo, mas também em permitir que outras coisas o apaguem.
Várias coisas contribuem para que nosso amor pelo Senhor sofra a perda de intensidade. Mas há três, especificamente, as quais quero dar atenção aqui. Se queremos nos prevenir e evitar esta queda, ou se queremos restauração depois de termos caído, precisamos entender estes aspectos e como eles nos afetam:
1) O convívio com o pecado; 
2) A falta de profundidade; 
3) A falta de tratamento.
O convívio com o pecado tem o poder de esfriar nosso amor por Deus:
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará”. (Mateus 24.12)
Quando falo do convívio com o pecado, em vez do pecado em si, pretendo estabelecer uma diferença importantíssima aqui. É mais do que óbvio que quem vive no pecado está distante de Deus. O primeiro amor é chamado de pecado, mas não é ocasionado necessiariamente por outro pecado na vida da pessoa. É uma perda espiritual num momento em que talvez a pessoa acredite que de fato tudo vai bem. 
Creio que no texto acima Jesus se refere aos pecados da sociedade em que vivemos. Por se multiplicar o pecado à nossa volta (não necessariamente em nossa vida), passamos a conviver com algumas coisas que, ainda que não as pratiquemos, começamos a tolerar.
Precisamos ter o cuidado de não nos acostumarmos com o pecado à nossa volta. Muitas vezes o enredo dos filmes que nos proporcionam entretenimento nos fazem acostumar com certos valores contrários aos que pregamos. Acabamos aceitando violência, imoralidade e muitos outros valores mundanos. Mesmo que não cedendo a estes pecados, se não mantivermos um coração que aborreça o mal, nos acostumaremos a estes valores errados à ponto de nosso amor se esfriar. Precisamos agir como Ló, que se afligia pelas iniqüidades cometidas à sua volta:
“E, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles), é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo”. (2 Pedro 2.6-9)
Um segundo fator que contribui para o esfriamento de nosso amor para com o Senhor é nossa falta de profundidade na vida cristã. Jesus fez menção, na parábola do semeador, da semente que caiu em solo pedregoso; é aquela planta que brota depressa,mas não desenvolve profundidade. Porque a raiz não consegue penetrar fundo no solo (pois se depara logo com a pedra), se torna superficial, se desenvolve na superfície. O resultado é que, saindo o Sol (figura do calor das provações), esta planta morre logo.
“A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam”. (Lucas 8.13)
O segredo de não nos afastarmos do Senhor nem perdemos a alegria inicial é desenvolver profundidade. Muitos cristãos vivem só dos cultos semanais. Não investem tempo num relacionamento diário, não oram, não se enchem da Palavra, não procuram mortificar sua carne e viver no Espírito, não se engajam no trabalho do Pai. São cristãos sem profundidade, vivem só na superfície! A questão de profundidade nas coisas espirituais é aplicada não só à caminhada cristã. Na carta à Igreja de Tiatira, no Apocalipse, o Senhor Jesus elogiou aqueles que não conheceram as profundezas de Satanás:
“Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. Mas o que tendes, retende-o até que eu venha”. (Apocalipse 2.24,25 – ARC)
O mesmo princípio de profundidade se aplica ao reino de Deus e das trevas. Nós que conhecemos a verdade não podemos nos relacionar superficialmente com ela. Se desen-volvermos raízes profundas em Deus não fracassaremos na fé.
O terceiro fator que contribui para o esfriamento de nosso amor ao Senhor é a falta de tratamento em algumas áreas de nossas vidas. Vimos que um dos exemplos de crescimento abortado que Jesus revela na parábola do semeador é a falta de raiz, de profundidade. Mas outro exemplo que o Senhor nos dá nesta ilustração é o da semente que caiu entre espinhos:
“Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram”. (Lucas 8.7)
Note que os espinhos não pareciam ser tão comprometedores a princípio, pois eram pequenos. Mas porque não foram arrancados, eles cresceram.
“A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer”. (Lucas 8.14)
Aquelas áreas que não são tratadas em nossas vidas podem não parecer tão nocivas hoje, mas serão justamente estas áreas que poderão nos sufocar na fé e no amor ao Senhor depois. A queda não é um acidente, nem um ato instantâneo ou imediato. É um PROCESSO que envolve repetidas negligências de nossa parte; e são estas mesmas “inocentes” negligências que nos vencerão depois. Por isso, devemos dar mais atenção às areas que precisam ser trabalhadas em nossas vidas.
Este é um caminho para proteger nosso amor ao Senhor. O cuidado nestas três áreas nos será útil para evitar a perda (ou depreciação) do primeiro amor. Contudo, muitos de nós já o temos perdido. E, mesmo que o reconhecimento das causas nos ajude a sermos preventivos daqui em diante, temos que fazer algo agora em relação à perda que já sofremos. Portanto, quero compartilhar o que tenho entendido nas Escrituras ser o caminho de volta…
O CAMINHO DE VOLTA
Foi o próprio Senhor Jesus que propôs o caminho de restauração:
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. (Apocalipse 2.5)
Cristo falou de três passos práticos que devemos dar a fim de voltarmos ao primeiro amor:
1) “Lembra-te”; 
2) “Arrepende-te”; 
3) “Volta à prática das primeiras obras”.
O primeiro passo é um ato de recordação, de lembrança do tempo anterior à perda do primeiro amor. Não há melhor maneira de retomá-lo do que esta… relembrar os primeiros momentos de fé, de experiência com Deus. O profeta Jeremias declarou:
“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. (Lamentações de Jeremias 3.21)
Algumas lembranças tem o poder de produzir em nós um caminho de restauração. Muitas vezes não nos damos conta daquilo que temos perdido. E uma boa forma de dimensionar nossas perdas é contrastar aquilo que estamos vivendo hoje com aquilo que já experimentamos antes em Deus.
Recordo-me de uma ocasião em que fui visitar meus pais e entrei no quarto que, quando solteiro, dividi com meus irmãos. O simples de fato de entrar naquele ambiente trouxe à minha memória inúmeras lembranças. Revivi em minha mente meus momentos de oração e intimidade com Deus passados ali. Recordei, emocionado, as horas que, diariamente, passava ali trancado em oração.
Sem que ninguém (nem mesmo Deus) me falasse nada, percebi que minha vida de oração já não era como antes. Estas lembranças propulsionaram naquela época, uma retomada da dedicação à oração, e mesmo hoje, quando me recordo daqueles momentos poderosos de visitação de Deus que vivi naquele quarto, sinto-me motivado a resgatar o que deixei de lado.
Mas a lembrança em si do que eu havia provado ali não produziu mudança alguma. Apenas trouxe um misto de saudade com tristeza, bem como arrependimento por ter deixado de lado algo tão importante.
E esta é a segunda atitude que Jesus pediu aos irmãos de Éfeso: “arrepende-te”. Não basta ter saudade de como as coisas eram antes, é preciso sentir dor por ter perdido o primeiro amor; lamentar, chorar e clamar o perdão de Deus e reconhecer que isto é mais do que desânimo, ou qualquer outra crise emocional. É um pecado de desamor, de desinteresse para com Deus.
À semelhança dos profetas do Velho Testamento, Tiago definiu como devemos nos posicionar em arrependimento diante do Senhor. Deve haver choro, lamento e humilhação:
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.” (Tiago 4.8-10)
Humilhar-se perante o Senhor é o caminho para a exaltação (restauração) diante d´Ele. Se você reconhece que tem abandonado seu primeiro amor separe depressa um tempo para orar e chorar em arrependimento perante o Senhor e buscar renovação.
Sei que recordar e chorar o passado também não é a cura em si, mas ajuda a alcança-
la. São estágios de preparação, por assim dizer. Mas o conselho proposto pelo Senhor tem um terceiro passo prático: “volta à prática das primeiras obras”. Portanto, não basta apenas reviver lembranças e chorar, temos que voltar a fazer aquilo que abandonamos.
Estas primeiras obras não são o primeiro amor em si, mas estão atreladas à ele. Ou são uma forma de expressá-lo, ou de alimentá-lo, ou ambas as coisas. Elas tem a ver com a forma como O buscávamos e também a maneira como O serviámos. Note que Jesus não protestou dizendo que os efesios não o amavam mais, e sim que já não amavam como o faziam antes. Precisamos mais do que reconhecer nossa perda, precisamos voltar a agir como no início da caminhada com Cristo.
É tempo de resgatar nosso amor ao Senhor e dar-lhe nada menos que amor total. Que o Senhor nos dê graça para viver intensamente a obediência ao maior mandamento!
Artigo extraído do site www.orvalho.com

Postagem em destaque

ESTRÉIA - PROGRAMA VEM - 06/02/2021 - SÁBADO - 17:10.

  REALIZAÇÃO E APOIO E  MINISTÉRIO VEM BRUSQUE SC